O modelo chileno, que permite aos clubes gastarem até 70% das receitas com salários de jogadores e comissão técnica, foi discutido no Congresso Sul-Americano de Direito do Futebol, organizado pela Associação Sul-americana de Advogados do Futebol.
- O Chile, embora seja um país pequeno e com menor geração de riquezas no futebol do que o Brasil, oferece alguns exemplos interessantes, que eventualmente poderiam ser replicados aqui. Em 2002 o Colo-Colo quebrou. A partir daí foi elaborada uma lei que obrigou os clubes a se constituírem como sociedades anônimas, sendo que os 3 maiores clubes do país, Colo-Colo, Universidad do Chile e Universidade Católica, abriram o capital na bolsa e foram muito bem sucedidos em sua reestruturação esportiva, administrativa e financeira - afirmou o advogado Eduardo Carlezzo, presidente da organização responsável pelo evento.
O pontapé inicial foi através da criação da empresa Cruzados SADP, que se tornou a gestora dos ativos esportivos e comerciais da Universidad Católica, sendo que atualmente administra todos os negócios em nome do clube. Posteriormente, o Cruzados obteve o registro de companhia aberta na Bolsa de Santiago e abriu seu capital, possibilitando que qualquer torcedor ou investidor possa ser acionista da empresa.
- A criação da sociedade anônima permitiu dar um salto importante na profissionalização das gestão interna do clube, aprofundando a qualidade do trabalho nas distintas áreas e incorporando novos talentos com ideias frescas e inovadoras comparando ao que se fazia anteriormente - explicou Juan Pablo Pereja, gerente geral do Cruzados SADP.
O Bom Senso FC trouxe a discussão à tona em 2013, propondo a cópia do modelo aplicado pela Uefa.
Universidad de Chile é um dos times afetados ( Foto: AFP PHOTO/MARTIN BERNETTI )