OFF: A volta por cima da bola na ponte aérea Rio/SP começa na mamadeira - Por José Roberto Malia
Fonte ESPN
10 de Abril de 2014
Mais que mergulhar no museu dos números após a eliminação de Flamengo e Botafogo na primeira fase da Libertadores e/ou mostrar o histórico vexame dos paulistas, deve-se olhar para o próprio umbigo, tentar encontrar uma explicação para o tombo da milionária pátria das chuteiras.
O Urubu voou pela quarta vez para fora do torneio na fase inicial, um recorde entre clubes brasileiros. E daí?
Nos últimos 16 anos, sempre uma equipe carioca ou paulista participou das oitavas de final. E daí?
A verdade é que a bolinha de gude da ponte aérea Rio/SP, com salários astronômicos a jogadores de nível técnico mais que discutível e a 'professores' especializados numa mesmice tática do tempo da onça, vem levando um sonoro baile de mercados mais competitivos e menos inflacionados.
Um exemplo da ótima relação custo/benefício de um ludopédio que caminha a passos largos para o precipício: André Santos e Carlos Eduardo consomem mensalmente algo em torno de R$ 1 milhão no Urubu.
Outro: Botafogo topa pagar R$ 250 mil a Emerson 'Bitoca', para felicidade geral de um elenco que clama por vale refeição, já que não recebe há um bom tempo.
Mais: para livrar-se de alguns medalhões, o iluminado Corinthians paga metade do salário deles - o são-paulino Pato nada em R$ 400 mil do ‘bando de loucos', além do aluguel de uma choupana (R$ 40 mil).
Já o soberano Tricolor, o Peixe e o Palmeiras rebolam mais que cabrocha para honrar uma folha de pagamento superior a R$ 7 milhões. Têm mais papagaio que campeonato mundial de pipa.
Como se vê, um eldorado que merece muito mais explicações do que números que seriam absolutamente dispensáveis num futebol verdadeiramente profissional.
Que não se preocupa apenas com cobras traiçoeiras. Enxerga um futuro muito mais brilhante nas categorias de base.
A volta por cima de cariocas e paulistas deve começar na mamadeira, na expulsão de cartolas sanguessugas de uma alegria que está morrendo.
O Urubu voou pela quarta vez para fora do torneio na fase inicial, um recorde entre clubes brasileiros. E daí?
Nos últimos 16 anos, sempre uma equipe carioca ou paulista participou das oitavas de final. E daí?
A verdade é que a bolinha de gude da ponte aérea Rio/SP, com salários astronômicos a jogadores de nível técnico mais que discutível e a 'professores' especializados numa mesmice tática do tempo da onça, vem levando um sonoro baile de mercados mais competitivos e menos inflacionados.
Um exemplo da ótima relação custo/benefício de um ludopédio que caminha a passos largos para o precipício: André Santos e Carlos Eduardo consomem mensalmente algo em torno de R$ 1 milhão no Urubu.
Outro: Botafogo topa pagar R$ 250 mil a Emerson 'Bitoca', para felicidade geral de um elenco que clama por vale refeição, já que não recebe há um bom tempo.
Mais: para livrar-se de alguns medalhões, o iluminado Corinthians paga metade do salário deles - o são-paulino Pato nada em R$ 400 mil do ‘bando de loucos', além do aluguel de uma choupana (R$ 40 mil).
Já o soberano Tricolor, o Peixe e o Palmeiras rebolam mais que cabrocha para honrar uma folha de pagamento superior a R$ 7 milhões. Têm mais papagaio que campeonato mundial de pipa.
Como se vê, um eldorado que merece muito mais explicações do que números que seriam absolutamente dispensáveis num futebol verdadeiramente profissional.
Que não se preocupa apenas com cobras traiçoeiras. Enxerga um futuro muito mais brilhante nas categorias de base.
A volta por cima de cariocas e paulistas deve começar na mamadeira, na expulsão de cartolas sanguessugas de uma alegria que está morrendo.
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