Durante anos, o meia Mirray foi tratado pela diretoria do São Paulo como o sucessor de Kaká e Lucas. Tanto que o garoto tem multa rescisória de R$ 30 milhões, contrato até 2016 e salário de R$ 15 mil, valor altíssimo para um atleta da base.
Hoje, porém, sua situação é completamente inversa. Mirray está encostado no Super-20, categoria criada para atletas que não têm mais idade para jogar nos juniores e estão fora dos planos do profissional — Fabrício e Clemente Rodríguez vão treinar ao lado de Mirray, depois de terem sido afastados pela diretoria.
“É difícil explicar por que Mirray não explodiu. A verdade é que ele não evoluiu como esperávamos e ficou para trás”, avalia o diretor das categorias de base, Marcos Tadeu.
O estafe de Mirray pensa diferente e atribui a estagnação na carreira às duas cirurgias de ligamento do joelho. Também não entende os motivos que levaram o São Paulo a vetar sua transferência para o Cruzeiro em fevereiro. Depois disso, Mirray não recebeu mais ofertas e ainda sonha em jogar no profissional do Tricolor.
Super-20
Além de Mirray, Fabrício e Clemente Rodríguez, o Super-20 do São Paulo conta com o lateral-esquerdo Henrique Miranda, o volante Zé Vitor e o zagueiro Marcelo.

Na base do jeitinho
A falta de atletas para completar dois times obriga os atletas do Super-20 a fazerem basicamente treinos físicos. Uma vez ou outra, eles disputam coletivos com o sub-20.