O que poderia ser um duelo para encher os olhos do torcedor que comparecer ao estádio Santa Cruz, será um encontro de dois tricolores desfigurados e apenas cumprindo tabela. O jogo entre Botafogo e São Paulo pela rodada derradeira do Paulistão coloca frente a frente os donos da terceira e quarta melhores campanhas da edição deste ano do Estadual. Porém, já garantidos na próxima fase, ambas equipes devem entrar em campo domingo (23), às 16h, com os times reservas.
Antes da partida o técnico Wagner Lopes fez dois treinos fechados e não garantiu as alterações na equipe. Porém, deve fazer a opção por entrar com outros jogadores para não correr riscos de perder o time principal para o duelo de meio de semana pela segunda fase.

“Não importa quais jogadores estarão em campo. Do outro lado os atletas estarão com a camisa do São Paulo, que é um time grande e merece nosso respeito. Mas temos de entrar focados apenas na vitória para nos mantermos 100% em casa e dar mais uma alegria ao torcedor”, pontuou o atacante Marcelo Macedo, um dos artilheiros da equipe na competição com cinco gols.
Garantido na primeira colocação do Grupo B, o Pantera já sabe que irá jogar em casa pelas quartas de final. Porém, aguarda ainda hoje a definição do adversário: Ituano, que recebe o também classificado Penapolense em casa e depende apenas de um empate para se garantir, ou o Audax, que precisa vencer o desesperado Linense – brigando contra o rebaixamento - em Osasco e ainda torcer por um tropeço do Galo de Itu.
“Estamos focados completamente no São Paulo, mas é evidente que já pensamos na próxima fase. Mas temos que pensar em um jogo de cada vez e não escolhemos adversário”, frisou o zagueiro Henrique Mattos.
100% em casa
O Botafogo joga por novo objetivo dentro do Paulistão. Garantir-se 100% jogando no Santão. A equipe já soma oito vitórias consecutivas em casa, sendo sete pelo Estadual (a primeira da série foi válida pela Série D do Brasileiro de 2013 diante do Lajeadense).
“Em casa temos obrigação de vencer. Nosso torcedor tem nos apoiado e orgulhá-los é o mínimo de retribuição”, cravou Macedo.