Entrevista com Souza
Fonte Diário de SP
16 de Março de 2014
Souza_ Ex-jogador do São Paulo
‘Quem fizer o gol vai ficar marcado para sempre’
DIÁRIO_ Você passou por uma situação parecida com essa atual do time do São Paulo, quando enfrentou o Juventus, em 2004. Como foi a semana antes daquela partida?
SOUZA_ Eu me lembro de que se criou um clima ruim. As pessoas queriam que a gente entregasse o jogo, falaram que quem fizesse o gol conta o Juventus ficaria marcado.
Você acha que, desta vez, quem marcar um gol contra o Ituano também vai ficar marcado negativamente?
Com certeza, quem fizer o gol vai ficar marcado para sempre. O Brasil é o único lugar do mundo em que você é pago para fazer gols, mas, às vezes, é criticado porque marca um gol em um jogo no qual não é para fazer isso (risos).
Você tiraria o pé de uma dividida se estivesse em campo?
Nunca tiraria o pé. Até porque o Muricy não quer saber de ajudar ou prejudicar o Corinthians. Ele quer é dar um padrão para o time dele.
O Grafite ficou chateado com a reação da torcida em 2004?
Ele ficou muito chateado com o que aconteceu. Depois do jogo, tinha muita gente falando que ele era corintiano.
Naquela partida, o Cuca era o técnico do São Paulo...
Sim, o Cuca era o técnico. Ele sempre dava uma balinha ou um chiclete para quem ele achava que marcaria um gol. Quase sempre ele dava essa bala para o Luís Fabiano ou o Rogério Ceni. Queria ver ele dar para alguém que estava no banco de reservas... Mas, nesse jogo, acho que deu os chicletes para o Grafite (risos).
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