Na manhã desta quinta-feira, a presidenta Dilma Rousseff manifestou seu apoio ao jogador, classificou o incidente de "lamentável" e, ao lado da Fifa e da ONU, promete que a Copa do Mundo do Brasil será também a "Copa contra o racismo".



Tinga sobe para cabecear no duelo entre Cruzeiro e Real Garcilaso: caso de racismo chegou a Dilma Rousseff
Tinga foi alvo dos torcedores do Real Garcilaso: todas as vezes em que tocava na bola, ouviam-se imitações de macaco contra ele.
"No começo, achei que era um simples vaia, por sem um pouco conhecido aqui, joguei muitas Libertadores.spfc.net Depois vi que era fascismo, racismo. Fico bem chateado por acontecer uma coisa dessa. Estava focado em tentar virar o jogo, queria dar uma resposta dentro de campo.
Joguei tanto tempo na Europa, onde se fala muito disso, joguei quatro anos na Alemanha e nunca vi nada disso. De repente, em um país aqui do lado, com tanta mistura como o nosso país, acontece algo assim", disse o volante após a partida em Huncayo.
Através da conta oficial da Libertadores no Twitter, a Conmebol se posicionou e disse que a postura dos peruanos é "inaceitável": "Sobre o tema de racismo no jogo Real Garcilaso x Cruzeiro, a Confederação Sul-Americana de futebol irá analisar o tema e a possíveis sanções pertinentes. Pedimos tranquilidade aos torcedores do Cruzeiro, mas sabemos que isso é inaceitável".
Até mesmo o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, se manifestou, não sem dar uma leve ironizada no arquirrival, que perdeu em sua estreia na competição por 2 a 1. "Racismo na Libertadores?... Me tiraram o prazer da derrota do Cruzeiro. Lamentável!", afirmou o dirigente.