Ganso jogou com a camisa 10 pela primeira vez. Prova de prestígio, pois com a saída de Jadson ele não tem mais reserva. Mas a camisa 10 parecia a camisa 1000. Uma tonelada. Como a bola não chega – os volantes são ruins – Ganso, em vez de se movimentar, de criar espaços, recuar e ser uma opção mais fácil ou de chutar a gols, se ausenta do jogo. Parece que foi abduzido, foi parar em Plutão.
Craque tem que resolver situações difíceis. Craque tem de jogar quando está difícil jogar. Craque tem de jogar mesmo – e principalmente – quanto todos tentam impedi-lo de jogar. E, mesmo quando a bola chega, Ganso tenta fazer o seu básico. Que é acima do básico dos outros, mas é o básico. Não adianta só passar, tem de chutar também.
Com um armador tão omisso, o São Paulo foi presa das qualidades da Ponte e também de seus defeitos. Rodrigo Caio, revelado pelo clube, bom rapaz, articulado, boa técnica nunca será um zagueiro confiável. Não tem porte, não tem força, não tem posicionamento defensivo. Nunca será um Fabão. Ou um Edcarlos.

Antônio Carlos é emoção pura nas duas áreas. Impressionante como ele, que tem bom posicionamento no campo do rival, falhe tanto em seu próprio campo.
Ademílson não é jogador para o São Paulo. Osvaldo também não é. Wellington, muito menos.
De bom, o time mostrou Pabón, que não é nenhum gênio, mas chuta a gol. Souza mostrou que pode ser titular.
Falta muito.