Álvaro Pereira: boa estreia, ótima atitude

Fonte Blog do Julio Gomes/UO
O calor não pode ser ignorado na vitória de 2 a 1 do São Paulo sobre o Oeste, pelo Paulistinha. Não dá para não levar em conta uma temperatura na casa dos 30 graus em um jogo de início de temporada.
Não dá, também, para ignorar o fato de o calor valer para todos, para os dois times. Somos um país quente no verão (às vezes até no inverno, em muitos lugares), e jogadores de futebol estão habituados a estas condições.
No intervalo do jogo do Morumbi, após um modorrento primeiro tempo, eu aguardava as entrevistas e observações sobre o calor. Um jogador, somente um, poderia encher a boca para falar dos 30 graus: Álvaro Pereira, que acaba de desembarcar do frio de Milão, onde vinha treinando e jogando. A adaptação, para ele, é obviamente mais sofrida.
Que nada!

Nem uma palavrinha sobre o calor. “Tem que fazer cada jogo como se fosse uma final'', foi o que ele disse. “O jogo não está ganho, temos de tomar cuidado''.
As duas frases me pareceram exageradas.
A segunda, ele acertou em cheio. O São Paulo jogou com o freio de mão puxado, Luis Fabiano perdeu um pênalti, o Oeste achou um golzinho e foi um pega pra capar nos 10 minutos finais. Não fosse uma ótima defesa de Dênis, o Oeste teria empatado.
A primeira frase é muito mais simbólica. É a atitude do jogador uruguaio, a forma de pensar e encarar um jogo de futebol. Claro que nem todo cidadão uruguaio é guerreiro e nem todo jogador de futebol brasileiro é preguiçoso. Estamos falando de generalizações que se adequam a boa parte dos casos.
Álvaro, na estreia, já virou o homem das bolas paradas – dos pés dele, saiu o cruzamento para o segundo gol de Antônio Carlos. Apoiou e marcou com consistência. Não reclamou do calor. E só saiu de campo quando desabou, já aos 30 e tantos do segundo tempo, com cãimbras.
Por que os torcedores gostam tanto de uruguaios?
A resposta me parece fácil. É a atitude, o esforço, a entrega, o respeito pela camisa que veste. Nós, brasileiros, costumamos prezar muito mais a classe do que a raça. Mas classe é algo que está bastante em falta por aqui. Aparece aqui e ali, mas já não é, há tempos, a marca do futebol praticado em nossos campos. Pouco a pouco, o gosto popular foi se transformando. Hoje, um grosso raçudo vale muito mais do que um bom de bola preguiçoso.
Se for bom e raçudo, então, aí cai nas graças de qualquer torcida. Parece ser o caso de Pereira.
Viva o intercâmbio! Assim como com Seedorf, tenho que certeza que os jovens das bases do São Paulo, os companheiros, os adversários, os jornalistas e torcedores têm muito a aprender com este uruguaio de seleção, de Copa do Mundo.
Álvaro aprenderá, no entanto, que não é necessário jogar todas as partidas do Paulistinha como uma final. Basta a ele ler o regulamento…

Imagens de Rubens Chiri/saopaulofc.net
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