Para reencontrar o caminho das vitórias, o São Paulo precisa resolver um problema que o aflige desde o ano passado. Com Luís Fabiano sem mostrar o faro de gol dos bons tempos, fica a pergunta: quem vai balançar as redes dos adversários? Amanhã, às 22h, no Morumbi, o camisa 9, além de Ademilson e Osvaldo, têm a chance de dar um bico na má fase contra o Mogi Mirim.
Mas os números não são nada favoráveis aos atacantes do Tricolor. Só para se ter uma ideia, uma das principais apostas do presidente Juvenal Juvêncio, Ademilson marcou apenas seis gols em 42 partidas no último ano. Osvaldo, então, não deixa a sua marca desde 28 de fevereiro de 2013, quando anotou contra o The Strongest. De lá para cá, foram 45 partidas em branco.
Assim, jogadores de outras posições acabam puxando a responsabilidade de ajudar na produtividade do setor ofensivo. O goleiro Rogério Ceni, por exemplo, que perdeu quatro cobranças de pênalti no ano passado, marcou seis gols em 2013. Já o zagueiro Antônio Carlos, em cerca de três meses de clube, assumiu o lado artilheiro em cinco oportunidades.
Na estreia do time no Campeonato Paulista desta temporada, a situação não se mostrou diferente. Fora de casa, a equipe teve domínio total da posse de bola (78%) diante do Bragantino. Mesmo assim, acertou apenas dois chutes no gol e não conseguiu fazer um. Já o adversário, nos contragolpes, marcou duas vezes e venceu.