Cobertura do Morumbi é tema de reunião (Foto: Divulgação / São Paulo FC)
A noite desta terça-feira promete ser quente no salão nobre do estádio do Morumbi. É que os conselheiros eleitos e vitalícios do clube se reunirão para aprovar ou não a ratificação do contrato da obra da cobertura do estádio Cícero Pompeu de Toledo, projeto anunciado no final de 2011. A ideia do presidente Juvenal Juvêncio era entregar essa obra até o término do seu mandato, em abril de 2014, o que não será possível. Isso porque, a partir do momento em que tudo estiver resolvido, a construção irá demorar 18 meses.
Todas as empresas envolvidas no processo estarão presentes no estádio com seus representantes. Os conselheiros presentes receberão explicação de tudo que irá acontecer em diante e, na sequência, os presentes irão votar. Para que o pleito seja válido, é preciso que 75% dos 235 conselheiros estejam presentes. Isso totaliza 177 são-paulinos.
Desde já, oposição e situação trocam acusações sobre o encontro desta noite. Kalil Rocha Abdalla, que sonha acabar com o poder do grupo de Juvenal Juvêncio, diz que o presidente está escondendo informações sobre o caso.
- Como eles querem votar uma ratificação se ninguém sabe o que está escrito no papel? Eles falam para todo mundo que os contratos estão à disposição para apreciação. Mas, quando você vai lá, você não tem acesso. Não sei a razão de estarem fazendo isso, mas vamos descobrir hoje – afirmou Kalil, em contato com a reportagem do GloboEsporte.com.
Do lado da situação, o assessor da presidência, José Francisco Manssur, deixou claro que a reclamação de Kalil não procede.
- Todas as 300 páginas do contrato, além do parecer feito por duas empresas de advocacia, estão à disposição dos conselheiros. Não tenho a informação de que o Kalil tenha ido buscar esse documento. Além do mais, ele até pouco tempo era diretor jurídico e, se quisesse se informar, era só ter me procurado, o que nunca aconteceu. O diretor atual, Leonardo Serafim, fez isso e fiquei horas com ele até que tudo fosse esclarecido – rebateu Manssur.
Em 2011, a cobertura estava orçada em R$ 300 milhões. Hoje, o valor já subiu para R$ 408 milhões. Esse valor será bancado por um fundo de investimentos captados pela construtora Andrade Gutierrez, responsável pela construção da obra. O São Paulo não colocará um centavo do seu cofre mas, em troca, cederá espaço para exploração comercial dessas empresas.
Reunião nesta terça vai definir novo contrato da cobertura do Morumbi
Às vésperas da eleição presidencial, marcada para abril, situação e oposição trocam acusações antes da votação que precisará ter 177 conselheiros para ser válida
Fonte Globo Esporte
17 de Dezembro de 2013
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