Seedorf ao lado de Mancini no Footecon (Foto: Igor Siqueira)
O meia Seedorf revelou nesta terça-feira, durante o Footecon, a proposta que fez durante as reuniões do Bom Senso F.C. para o calendário brasileiro. Na visão do jogador do Botafogo, o ideal seria que o Brasileirão começasse em fevereiro e os Estaduais fossem estendidos durante a temporada.
- Calendário é um grande problema. Não é a quantidade, mas sim a distribuição. Fiz uma proposta que, sem perder nada, você usa o nacional durante o ano todo, começando em fevereiro. Iria valorizar o Estadual. Iria fazer a rodagem dos jogadores, daria para ver quem está no banco jogar e ter seus minutos. O brasileiro seria disputado em 10 meses. Os clubes não iriam mandar treinador embora rapidinho - contou Seedorf.
Em um painel que tratou do tema, o holandês esteve ao lado do técnico Vagner Mancini, técnico do Atlético-PR, de Felipe Ximenes, ex-superintendente de futebol do Coritiba, e Américo Faria, ex-supervisor da Seleção Brasileira.
- Ninguém melhor que jogadores, treinadores e clubes para saber o que é o melhor. Hoje parece mais normal ser corrupto do que correto. Se formos corretos, vai haver mudança. O Brasil tem potencial. Os melhores talentos saem daqui e isso não vai parar - completou Seedorf.
Vagner Mancini reforçou o pedido de ajustes no calendário, citando a diferença que a experiência feita no começo do ano,
poupando o time principal no Paranaense para dar vez ao time sub-23.
- A pré-temporada foi mais extensa e a campanha foi maravilhosa, muito acima do que todo mundo esperava, muito pela condição física. A equipe desempenhou uma intensidade muito interessante. Diversos jogos foram ganhos no segundo tempo, quando adversários já tinham desgaste. Nos mantivemos 22 rodadas no G4 e chegamos à final da Copa do Brasil. Só que foram 41 jogos seguidos de quarta e domingo. Ou seja, não tive uma semana inteira para trabalhar - ressaltou o treinador.
Na opinião de Américo Faria, o futebol brasileiro não tem excesso de jogos para a maior parte dos clubes, sendo o acúmulo de partidas um problema só dos principais times.
- No meu entendimento, o problema é o somatório. Dos cem clubes que participam das quatro séries, 13 clubes tem excesso de jogos e outros 87 poderiam ter mais jogos. No meu entendimento, se joga pouco. O que tem que ocorrer é os clubes se adequarem ao calendário e não o calendário aos clubes. Mudar o calendário por causa de poucos clubes? Acho que não é por aí - disse ele.
Por fim, Felipe Ximenes defendeu o aumento do diálogo sobre o tema.
- Temos que pensar de forma mais profunda. É mais complexo do que simplesmente acabar com Estadual. Precisamos conversar muito. No futebol brasileiro, só nos encontramos uma vez por ano para isso, aqui no Footecon - afirmou o dirigente.
Seedorf sugere Brasileiro começando em fevereiro, sem 'matar' Estadual
No Footecon, holandês revela ideia para equilibrar o calendário nacional
Fonte Lancenet
10 de Dezembro de 2013
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