Encostado no São Paulo desde a eliminação na Copa Libertadores, em junho, o zagueiro Lúcio pode reforçar o Palmeiras na próxima temporada.
Apesar de mostrar interesse na saída do experiente jogador, de 35 anos, o clube do Morumbi descarta dividir os salários dele com o arquirrival.
“O São Paulo não procurou o Palmeiras oferecendo o jogador. Pelo contrário, foi sondado pelos representantes do Lúcio se haveria algum tipo de negociação com o Palmeiras dentro dessas condições de divisão salarial”, explicou João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente do São Paulo, à Rádio Globo.
“O que dissemos foi que não temos interesse em dividir o salário. Estranhamos que um clube da grandeza do Palmeiras necessite de remuneração por parte do São Paulo”, explicou.
De qualquer forma, o cartola são-paulino disse que não vai criar obstáculos para que o contrato de Lúcio seja rescindido – o vínculo terminará apenas em dezembro de 2014.
“É óbvio que gostaríamos de conversar com o Palmeiras, se o interesse realmente existir. Podemos providenciar uma rescisão contratual. Com isso, o Palmeiras acerta com o jogador a remuneração que quiser. Essa foi nossa posição”, explicou.
O grande problema para a negociação dar certo é o salário de Lúcio. Mesmo sem jogar, o zagueiro recebe R$ 450 mil por mês no Tricolor.
Amparado pelo contrato até o fim do próximo ano, o ex-capitão da seleção brasileira não deverá aceitar uma redução drástica nos vencimentos.

Sem condições de arcar com o salário atual de Lúcio, o Palmeiras quer repetir a estratégia usada com o técnico Gilson Kleina e propor um contrato de produtividade.
Com isso, caso o zagueiro não tenha sucesso no Verdão, o prejuízo financeiro seria muito menor.