A fase de apoio está de férias. Agora é momento de exigirmos um time melhor para 2014, após tanto sofrimento. Por mais que analisemos, nome a nome, para pensarmos que não temos um time tão ruim, a equipe não tem conjunto. Não deu liga em 2013, porque as peças não combinam entre si.
Ainda bem que não estaremos na Libertadores. Imaginem a vergonha que passaríamos. A diretoria disse que a base está pronta para o ano que vem? Onde? Dirigentes com mentalidade de segunda divisão pensam assim: “nós não entramos em leilões”. Ora, nas relações comerciais em que o futebol está inserido, como seria possível contratar sem concorrentes interessados? O São Paulo era forte quando buscava jogadores como Pedro Virgilio Rocha Franchetti para posições-chaves.
Em 2014, não teremos o efeito pós-chegada de técnico, o gás que já acabou ao final desse ano. A ótima notícia é que veremos uma equipe bem treinada com a renovação do Muricy. Mas o desespero do treinador é maior do que o nosso de torcedor. Na derrota contra o Criciúma ele soltou um alerta, o mesmo de todos os São-Paulinos conscientes:
“Estamos muito atrasados. Se não abrirmos o olho, vamos sofrer de novo. Tomamos uma lição esse ano e temos de aprender, vamos ver o que vai acontecer. Se acharmos que estamos bem vai ficar difícil" – disse o técnico.
Se não há dinheiro, que se busquem alternativas mais seguras ao invés de apostar tanto, principalmente em jogadores de defesa. Precisamos voltar a ter uruguaios. Seria, ao mesmo tempo, uma homenagem ao ídolo Tricolor Pedro Rocha e o suprimento de uma necessidade. Jogadores uruguaios de defesa provaram e mostram ser mais eficientes e aguerridos. Os clubes brasileiros poderão inscrever cinco estrangeiros em 2014.
Hoje, enfrentaremos o Coritiba com aquele dilema de torcedor. Perder para rebaixar o FluminenC ou vencer para terminar o ano dignamente? O time carioca deveria cair novamente. Uma curiosidade é que eles já socorreram da falência o time do Itaquedão (sic). Em 1976, os cariocas foram convidados para salvá-los em um amistoso no Morumbi. O São Paulo ajudou emprestando o nosso estádio generosamente para a caridosa finalidade.
Escalação para encerrar o pior ano da história do São Paulo: Rogério Ceni; Douglas, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Reinaldo; Denílson e João Shmidt; Ademílson, Ganso e Aloísio; Luís Fabiano.
Neste domingo (8) seria a última atuação de um M1TO do futebol, mas, para o bem do time ele renovou. O São Paulo não se preparou para a ausência dele. Não se sabe, por exemplo, quem assumiria a faixa de capitão. Ele defendeu mais de 50 pênaltis. Bateu o Pelé em número de jogos. Marcou 113 gols. Conquistou mas de 30 títulos e continuará sendo o M1TO dentro dos gramados por mais um ano.
P.S. Por que revelamos na base jogadores descomprometidos com a vitória? A resposta é simples. Os profissionais e jogadores da base não são exigidos por títulos. Não há pressão por conta desse papo furado de que o principal objetivo é revelar. O moleque já sobe acomodado e confortável com a derrota, pois sabe que não será cobrado. A mentalidade do fracasso, desde a base, impede a formação de vencedores. Baresi é uma peça síntese desse processo.
Wender Peixoto