Foi em 9 de setembro, dia seguinte à derrota por 2 a 0 para o Coritiba (no fechamento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro), que o presidente Juvenal Juvêncio decidiu demitir Paulo Autuori para tentar tirar o São Paulo da zona de rebaixamento. Quase três meses depois, as duas equipes voltam a se encontrar neste domingo, em Itu, em situações opostas.
O Coritiba precisa vencer para se salvar da queda à segunda divisão nacional sem depender de tropeços de Vasco e Fluminense. Já o São Paulo, hoje treinado por Muricy Ramalho e livre de qualquer risco, não tem pretensão alguma, a não ser honrar sua história. Para alguns jogadores, porém, a possibilidade de dar o troco pelo aprofundamento daquela crise é uma motivação a mais.
"Vamos procurar fazer nosso trabalho. No primeiro turno, nós estávamos em uma situação ruim e não tivemos moleza lá. O time deles correu, jogou pela vitória. Naquele momento, a vitória deles nos deixou ainda mais em baixa, perdemos um técnico. Eu vou dar meu máximo", prometeu o atacante Aloísio.
A saída de Autuori surpreendeu a todos naquela época. O treinador era muito querido pelo elenco, que considerava seu trabalho bom, a despeito do péssimo aproveitamento no geral (dez derrotas, quatro empates e três vitórias) e da antepenúltima colocação na virada do turno do Brasileiro. O goleiro e capitão Rogério Ceni lamentou muito sua demissão e, mais tarde, disse que a recuperação na competição nacional também se devia ao antecessor de Muricy.
"Botar estrela na camisa do São Paulo não é para qualquer treinador. Uma pena o Paulo ter saído. Ainda bem que existia o Muricy no mercado. Mas, tanto um quanto o outro têm que ser cuidados com carinho, porque são os últimos grandes vencedores pelo São Paulo", disse o camisa 1, dias depois da troca no comando técnico.
Vingança não é exatamente o sentimento que move os são-paulinos para este jogo. Pelo menos não o único. O último compromisso da temporada formará a impressão final de Muricy a respeito de seu grupo, que passará por uma reformulação após uma temporada melancólica. Além disso, o São Paulo pode terminar à frente do rival Corinthians na classificação - ambos somam 50 pontos cada.
"Tem a rivalidade, e a gente vai querer ficar na frente, é claro, mas não é uma obsessão que passa pela nossa cabeça. De qualquer forma, vamos em busca da vitória, como sempre fizemos aqui", concluiu Aloísio, que tem os mesmos 22 gols de Luis Fabiano e pode terminar o ano como artilheiro.
São Paulo não pensa em vingança, mas lembra demissão de Autuori para reencontrar o 'algoz' Coritiba
Fonte espn
5 de Dezembro de 2013
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