Há grito pior do que um estádio inteiro, de um time praticamente rebaixado, gritando estrondosamente "eliminado!"?
E pela terceira vez consecutiva (não estou contando maratona europeia e nem crise no inicio do brasileirão) nesse ano vivemos o sentimento da eliminação vexatória. É, porque nós não nos contentamos em ser eliminados, nós temos que dar vexame, né?
Não, eu não vim aqui para reclamar da vida, caro amigo torcedor. Isso todos nós fazemos sozinhos.
Esse meu texto faço, publico e divulgo (com afinco) para um público-alvo em especial: sócios candidatos a conselheiros e conselheiros vitalícios.
Sim, vocês que estão participando de formulações de chapas, reuniões banhadas à Champagne, viagens de avião com hospedagem pagas e ingressos a shows no Morumbi para a família toda.
Vocês, meus queridos, tem o poder de definir meu sofrimento ou contentamento em 2014, 2015, 2016 e 2017. E se, vocês forem como eu e milhares de outros torcedores fanáticos, também definitão o humor de si mesmos.
Infelizmente, o futebol vive e sobrevive da política e não mais da genialidade do drible, do encantamento na gingada de bola ou da habilidade do jogador em campo. Não, todos os clubes se definem pela política e externa e interna que destina dinheiro, agentes, crises, colocações e até, se me permitem, decisões de campeonatos.
Mas, meu amigo definidor de candidato à presidência, o São Paulo deve ter o direito de pelo menos tentar nadar rumo a algum título.
É justo isso? Fechamos o ano sem vaga na Libertadores de 2014. Fechamos o ano sem um título. Perdemos a Recopa. E, por muito pouco, não fechamos 2013 rebaixados.
Meus queridos, o que faltam para começarem a enxergar além do brilho do ouro e voltarem a compreender que campeonato é tão lucrativo e prazeroso quanto todas as negociatas que vocês podem continuar fazendo se nos derem um time bom.
Respeitem o torcedor, respeitem a história do nosso clube. Parem, analisem, pensem com frieza. O voto de vocês hoje, a assinatura em uma folha de papel em branco, a panela formada por uma chapa definirá muito mais do que um nome sobre um pleito. Será mais do que um status. Será o futuro.
Estamos entre o caos e a esperança.
Nós, meus amigos, podemos comemorar o título da série A. Melhor dizendo, da permanência da séria A. Esse é o nosso grande trunfo. A pergunta agora é: até quando "não cair" será a nossa maior competição?
Até quando finalizaremos todas as janelas de contratações sem contratações?
Nem vou falar mais de tristeza, de frustração ou coisa parecida.
Durmo chateado, mas pelo retrospecto desse ano, passarei meu Reveillon aliviada.
Layla Reis https://www.twitter.com/laylarps
A sócios e conselheiros, uma carta do futuro - Layla Reis
Fonte SPFC.Net
29 de Novembro de 2013
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