Capítulo final do 'caso Majestoso' teve ida do Tricolor à promotoria e ameaça

Procurado pelo São Paulo, Promotor de Justiça do Consumidor Roberto Senise Lisboa invalida laudo do Corpo de Bombeiros e influencia na decisão da Conmebol

Fonte Globo Esporte
Majestoso foi vetado para semifinal de quarta (Foto: Marcos Ribolli/ GLOBOESPORTE.COM)
Após idas e vindas, o impasse envolvendo o local do jogo de volta da semifinal da Sul-Americana entre São Paulo e Ponte Preta terminou na última sexta-feira com o veto da Conmebol ao Majestoso e a transferência da partida para o Romildo Ferreira, em Mogi Mirim. O último capítulo da novela teve liberação do Moisés Lucarelli pelo Corpo de Bombeiros, ida do Tricolor à Promotoria de Justiça do Consumidor e ameaça de o caso ir para na Justiça Comum.
Com o Ato de Vistoria do Corpo de Bombeiros de Campinas (AVCB) para um público de 20.970, a diretoria da Macaca estava confiante em uma reviravolta. O documento chegou às mãos da Conmebol após passar pela aprovação da Federação Paulista de Futebol e também da Confederação Brasileira de Futebol. Em contato com dirigentes da Confederação Sul-Americana, a Ponte teve a garantia de que, com o aval das autoridades, não haveria empecilhos para o duelo acontecer em Campinas.
Foi aí que o São Paulo entrou novamente em ação nos bastidores. A informação vazou na capital paulista. Ao tomar conhecimento da estratégia alvinegra, o departamento jurídico tricolor foi direto à Promotoria de Justiça do Consumidor questionar a validade do novo laudo. O promotor Roberto Senise Lisboa recomendou à Federação Paulista de Futebol, em tom de ameaça, que o jogo não fosse realizado no Majestoso.
No texto, Lisboa colocou em xeque a veracidade do AVCB ao escrever que “(...)verifica-se que não há prova de reforma apta ao aumento da capacidade do público do Estádio Moisés Lucarelli, contrariando-se, pois, o pelo novo e surpreendente AVCB, motivo pelo qual não há como esta Promotoria de Justiça do Consumidor considerar o documento, por si só, válido para os efeitos legais (...)”. Ele completou que qualquer decisão contrária correria risco de sofrer sanções “sob as penas da lei”.
Diante da pressão do promotor, a Conmebol preferiu não comprar uma nova briga e acatou a recomendação. Segundo o presidente da Ponte, Márcio Della Volpe, tanto o clube campineiro, como FPF, CBF e Conmebol fizeram a sua parte. Para ele, o problema foi o despacho de Lisboa.
- É realmente uma pena que o promotor tenha considerado isso sem sequer questionar a PM e os bombeiros sobre este novo documento, visto que, na verdade, realmente não houve nenhuma reforma para a alteração da capacidade e nem haveria necessidade para estas reformas. Ocorreram mudanças que o próprio Corpo de Bombeiros considera necessárias para capacitar um público maior de maneira segura - lamentou, para explicar na sequência o que seria feito no local.
- Por exemplo, os portões principais do Majestoso funcionariam como portões de saída, possibilitando maior fluxo em uma eventual emergência, enquanto o lateral onde hoje entra o ônibus da Ponte, passaria a ser portão de entrada para a geral. Enfim, o AVCB é um documento legítimo e inquestionável do ponto de vista técnico. Com toda essa situação, porém, a Conmebol acabou decidindo pela realização da partida em Mogi Mirim.
A diretoria do São Paulo foi procurada para comentar o assunto, mas não atendeu às ligações até a publicação da reportagem. Na sexta, no entanto, o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes já havia sinalizado que o São Paulo buscaria uma cartada final ao dizer "não aceitaria pacificamente" a realização do jogo no Majestoso.

Estádio do Mogi foi o escolhido para receber o segundo duelo entre Ponte Preta e São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)
Relembre o caso
A polêmica começou quando o São Paulo, assim que a Ponte carimbou a vaga às semifinais, enviou um documento à Conmebol para mostrar que a capacidade do Majestoso é inferior à exigida pelo regulamento para essa fase do torneio (20 mil). O Tricolor enxergou a brecha no laudo do Moisés Lucarelli que consta no site da Federação Paulista de Futebol, com validade até janeiro de 2014, e que aponta para 16,9 mil lugares. A estratégia é parecida com a que o clube realizou na decisão da Libertadores de 2005, quando conseguiu tirar o primeiro jogo contra o Atlético-PR da Arena da Baixada.
Do lado da Ponte Preta, o argumento era de que foi feito um redimensionamento pelo Corpo de Bombeiros de Campinas, em setembro, seguindo as novas regras de segurança nos estádios, que aumentou a capacidade total para 27.946 pessoas, entre torcedores, policiais militares, funcionários, mas, segundo a Polícia Militar, o documento era inválido, já que não passa de um projeto técnico.
A disputa colocou as duas diretorias em rota de colisão e aumentou a tensão para as semifinais. O presidente Márcio Della Volpe classificou a atitude do São Paulo como "mesquinha". O gerente de futebol da Ponte, Marcus Vinícius, atacou diretamente o presidente tricolor, Juvenal Juvêncio, dizendo que o cartola deveria se chamar ‘Juvenil Juvêncio’. O maior temor era que a mudança do jogo para Mogi causasse conflitos nas estradas, já que as duas torcidas possuem um histórico de rivalidade. Dentro de campo, a Macaca encaminhou a classificação ao fazer 3 a 1 no Morumbi e agora pode perder por até 2 a 0 que avançará à decisão.
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