Wagner Vilaron vê ‘jeitinho brasileiro’ na liberação do Moisés Lucarelli

Corpo de Bombeiros permitiu a realização da segunda partida semifinal da Sul-Americana na casa da Ponte, que aguarda decisão da Conmebol

Fonte SPORTV
O Corpo de Bombeiros liberou o Estádio Moisés Lucarelli para ser palco da partida entre Ponte Preta e São Paulo, pela decisão da semifinal da Copa Sul-Americana, na próxima quarta-feira. A corporação atesta que o Majestoso tem capacidade para receber mais de 20 mil pessoas, como determina o regulamento. Agora, a Macaca espera apenas pela resposta da Conmebol. Faltando apenas cinco dias para o duelo, o comentarista Wagner Vilaron acredita que houve alguma pressão política para que permitissem a realização do jogo em Campinas.
– Uma das facetas mais lamentáveis da cultura brasileira é o tal do "jeitinho". Eu não gosto dessa história de "jeitinho".
Geralmente, isso acontece quando a pessoa não tem competência para realizar algo decentemente. Então, laudos de última hora têm cara e cheiro de "jeitinho" – afirmou Vilaron.
O confronto é histórico para o time campineiro, que nunca havia participado de uma competição internacional. A vaga na final pode garantir um título inédito para a Macaca. Na Argentina e em pleno Morumbi, o torcedor da Ponte Preta fez linda festa. Em casa, a comemoração promete ser memorável.
Vilaron contesta o laudo dos bombeiros, que já é o terceiro a ser divulgado. No novo Auto de Vistoria, assinado nesta sexta-feira, a capacidade do Majestoso é calculada em 21.470 pessoas. O documento já foi enviado para a Federação Paulista de Futebol e repassado para a Conmebol. Além do aval da organização internacional, a administração do estádio também terá que alterar a logística de entrada e saída dos torcedores.
– Eu acho que estamos entrando em um assunto perigoso. Capacidade de estádio não é algo subjetivo. Cabem tantas pessoas e ponto. Não tem como ficar calculando. A sensação é que começa a existir pressão dentro de Campinas, questões políticas, para que consigam os documentos que precisam. Já é o terceiro laudo que eu tenho informação, com números diferentes, e uma grande diferença. Um dizia que o estádio comportava 17 mil, o outro 18 mil e agora mais de 20 mil pessoas. É uma diferença de 25%. Acho que estamos começando a entrar em uma esfera muito perigosa. Para ter algum problema não basta muito – disse o comentarista.
Antes do duelo contra o Tricolor, a Ponte também enfrenta decisão no Campeonato Brasileiro. Neste domingo, às 17h, a Macaca joga contra o Grêmio no Moisés Lucarelli. A partida decidirá o futuro do time alvinegro na competição nacional. Se não vencer, a equipe de Campinsa estará rebaixado para a Série B do Brasileirão.

No primeiro confronto da semifinal, a Ponte venceu o São Paulo por 3 a 1 (Foto: Marcos Ribolli)
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