A titularidade de Lucas Evangelista na vaga de Douglas surpreendeu muito são-paulino antes da partida desta quarta-feira, contra a Ponte Preta. Apesar de a alteração não ter feito muito sucesso - a equipe foi derrotada por 3 a 1, de virada, no Morumbi -, Muricy Ramalho preferiu valorizar o adversária em vez de apontar defeitos próprios.
"Queria dar um pouquinho mais de ofensividade porque estávamos jogando em casa. Essa era a ideia, porque o Douglas é mais marcador do que atacante. Começou bem, até os 20 minutos, mas depois tomamos gol no final (do primeiro tempo) e não voltamos para o jogo", disse o treinador, referindo-se ao minuto em que Paulo Henrique anotou um belo gol para abrir o placar.
O gol tomado pouco antes do intervalo foi contra, marcado pelo zagueiro Antônio Carlos. No segundo tempo - já com o volante Wellington no lugar de Evangelista -, o atacante Leonardo e o lateral esquerdo Uendel aproveitaram a queda de produção do time da casa e decretaram a virada ponte-pretana na primeira final da Copa Sul-americana.
"Também não pode só falar que São Paulo jogou mal. Tem que falar que a Ponte jogou muito bem também", comentou Muricy, quando questionado se essa havia sido o pior jogo da equipe sob seu comando na atual passagem. "Nosso pior foi contra o Santos (derrota por 3 a 0, na Vila Belmiro, com dois jogadores a mais), foi horrível. Hoje, pelo menos jogamos 20 minutos. Mas a Ponte foi muito bem. Não tem o que reclamar, não".
O treinador manteve o discurso mesmo quando lembrado que a rival desta quarta-feira é a penúltima colocada do Campeonato Brasileiro e está muito próxima do rebaixamento à segunda divisão nacional. Mesmo assim, segundo ele, o tropeço em casa não surpreendeu.
"Para quem conhece um pouco de bola – e a gente está nisso há muitos anos –, sabia que seria muito difícil mesmo. Às vezes, não tem explicação por que alguns times estão brigando lá embaixo. Uns até merecem, mas a Ponte está jogando bem há algum tempo. É um time arrumado, de bons jogadores", defendeu-se, ao discordar que o adversário tenha mostrado mais vontade devido à briga entre os clubes nos bastidores.
"Também entramos com vontade de vencer, conversamos isso com jogadores também. A gente fica à parte disso. Do jeito que entraram, nós também entramos. Só que eles jogaram melhor do que a gente. Essa é a resposta, não tem mais vontade, menos vontade. Só ter vontade não adianta, tem que jogar bem. E eles fizeram muito bem em campo", concluiu.
A briga de bastidores resultou no veto da Conmebol ao Moisés Lucarelli para a partida de volta. Ao contrário do que exige o regulamento, o estádio de Campinas não tem capacidade mínima para 20 mil espectadores. Por isso, o mando de campo será exercido em Mogi Mirim.
Sem sucesso em escalação surpresa, Muricy dá méritos à Ponte
Fonte Gazeta Esportiva
21 de Novembro de 2013
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