No jogo 1.116, Ceni trabalha pouco, mas vê defesa afundar o São Paulo

Em dia de igualar recorde de Pelé, goleiro é pouco acionado durante toda a partida, porém, sofre três gols da Ponte Preta graças a erros de marcação

Fonte Globo Esporte
Rogério Ceni vê a bola entrar após chute de Uendel e desvio em Wellington (Foto: Marcos Ribolli)
Rogério Ceni vai ter pesadelos com a defesa do São Paulo na noite em que igualou o recorde de Pelé de partidas por um mesmo clube. A exibição 1.116 com a camisa tricolor, contra a Ponte Preta, pelas semifinais da Copa Sul-Americana, não teve nenhuma grande defesa do goleiro-artilheiro, mas ficou manchada pela derrota por 3 a 1, de virada, e pelos erros da zaga que deixaram o capitão sem ação.
O São Paulo começou o jogo tentando pressionar para abrir vantagem rapidamente. A Ponte colaborou. Recuada, trouxe o adversário para seu campo à espera de um contra-ataque fatal, que não aconteceu. Sem trabalho, Ceni se arriscou na frente para cobrar uma falta. Errou por muito, mandando a bola nas arquibancadas.
O goleiro só apareceu aos 27 minutos em um lance polêmico que já evidenciava o pior. Rildo, a aposta de velocidade da Macaca, partiu em disparada nas costas da zaga. Ceni foi obrigado a sair do gol quase na lateral para dividir com o rival. O árbitro marcou apenas lateral e levou o técnico Jorginho à loucura no banco de reservas.
As bobeadas da defesa aumentaram quando a Ponte Preta abandonou parcialmente a retranca para buscar o empate. E ele surgiu aos 43 minutos. Uendel passou com extrema facilidade por Denilson e cruzou rasteiro. Ceni não tentou cortar, e Antônio Carlos acabou colocando a bola para dentro.
No segundo tempo, o camisa 01 teve apenas seis minutos de paz até que os erros voltassem a aparecer. A defesa não conseguiu cortar uma cobrança de escanteio e ainda permitiu que o rebote ficasse com Fernando Bob. O volante bateu forte, Rogério Ceni fez um milagre sobre a linha, mas Leonardo apareceu para completar e virar o placar.
O capitão voltou a virar um espectador do jogo com o avanço são-paulino. Muricy tentou dar mais força ofensiva com a entrada de Luis Fabiano. O time, porém, não teve forças para superar o bloqueio campineiro. De novo, estourou em Ceni. Uendel dominou a bola na entrada da área, passou fácil por Paulo Miranda e chutou. A bola bateu em Wellington e ficou indefensável para o goleiro.
Os minutos finais foram angustiantes para o capitão, praticamente isolado em uma metade do gramado. O São Paulo criou chances, mas parou em pés alvinegros salvadores quase sobre a linha. Agora, as defesas e os gols de Ceni serão determinantes para o Tricolor inverter a vantagem no dia 27 de novembro, em Mogi Mirim.

São-paulinos levaram faixa parabenizando Rogério pelo recorde (Foto: Marcos Ribolli)
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