São Paulo defende veto a estádio da Ponte: "regra é regra"

Fonte Terra
20 de Novembro de 2013
Moisés Lucarelli não poderá receber a semifinal da Copa Sul-Americana (Foto: André Regi Esmeriz / André Regi Esmeriz - Especial para o Terra)
São Paulo e Ponte Preta fazem nesta quarta-feira a primeira partida da semifinal da Copa Sul-Americana 2013, jogo que será disputado no Morumbi. A volta, entretanto, não ocorrerá no Moisés Lucarelli. A capacidade da casa campineira está abaixo do que é permitido pelo regulamento para esta fase, e o clube tricolor intercedeu junto à Conmebol para que a regra fosse respeitada.
Na chegada do time ao Morumbi, o vice-presidente de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, defendeu a postura do São Paulo. Para o cartola tricolor, a mudança do palco do jogo de volta ajuda a valorizar o torneio. "Temos que preservar as regras, as leis, os decretos. Eles são criados para proteger a sociedade. No esporte é a mesma coisa. É para valorizar as competições", disse.
O dirigente ainda rebateu críticas que o São Paulo vem recebendo, além de teorias de favorecimento ao clube do Morumbi nos bastidores da Conmebol. "As pessoas estão perdendo do ponto de vista que regra é regra, regulamento é regulamento. Nós temos que zelar pelo futuro do nosso País", afirmou.
A Ponte Preta mandará a segunda semifinal em Mogi Mirim, cujo estádio municipal teria sido liberado para receber uma capacidade superior ao Moisés Lucarelli. De acordo com Jesus Lopes, há um laudo que garante as condições da arena alternativa.
"Quem está dizendo que é mais seguro são as autoridades. Quando ela veta o estádio da Ponte Preta, e na medida que o laudo é estudado, é sinal de que tem mais segurança. Quem tem que zelar por isso são os organizadores da competição e as autoridades. Nós cobraremos a segurança", avisou.
O dirigente são-paulino ainda foi questionado em relação ao motivo de o clube não ter exigido a força do regulamento em outros casos, como a semifinal da Copa Sul-Americana de 2012, contra a Universidad Católica, ou nas quartas de final contra o Atlético Nacional, neste ano.
"Não havia uma rivalidade acirrada nem uma proximidade de torcidas como há entre São Paulo e Ponte Preta. O risco de problemas era mínimo. E a legislação no Chile e Colômbia é muito mais severa em relação ao comportamento dos torcedores. Onde não há farra, a segurança é maior", explicou.
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