Com Fabuloso e Jorginho 'trocados', SP e Ponte revivem rivalidade de 99

Equipes paulistas voltam a se encontrar após decisões do Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil. Há 14 anos, Tricolor venceu a disputa nas quartas de final, em Campinas

Fonte Globoesporte.com
São Paulo e Ponte Preta são adversários tradicionais. Não só pelos encontros nas elites de Campeonatos Paulista e Brasileiro, mas principalmente pelas decisões que já disputaram. O Tricolor de Serginho Chulapa sagrou-se campeão estadual de 1981 em cima da Macaca de Dicá. Trinta e um anos depois, Lucas e Luis Fabiano eliminaram a equipe de Campinas nas oitavas de final da Copa do Brasil, em partida marcada pela falha do goleiro Bruno Fuso. Entre os dois duelos, porém, está a partida que fez crescer a rivalidade entre os clubes, dentro e fora de campo. Talvez o maior encontro dos times em uma fase decisiva. Ao menos até hoje, quando tricolores e alvinegros duelam por vaga na final da Copa Sul-Americana.
O maior momento da rivalidade foi entre os dias 14 e 24 de novembro de 1999. No playoff do Campeonato Brasileiro, Ponte e São Paulo se enfrentaram pelas quartas de final. O time do interior, maior surpresa entre os oito classificados, teve melhor campanha na primeira fase, o que lhe deu a vantagem de fazer dois jogos no Estádio Moisés Lucarelli caso fosse necessário. O São Paulo, que havia sido punido com a perda de pontos por causa da falsificação de documentos do atacante Sandro Hiroshi, abriria os confrontos no Morumbi.
O duelo entre o favorito e a surpresa opôs duas estratégias diferentes de buscar o resultado. O Tricolor de Paulo César Carpegiani apostou na experiência: em seu elenco, contava com Rogério Ceni (com 26 anos, mas no clube desde 1990), Raí (ícone da época de conquistas) e Jorginho (lateral do tetra, principal contratação mesmo com seus 35 anos). Do outro lado, a Ponte Preta de Marco Aurélio focava na juventude de atletas em busca de espaço no cenário nacional, tais quais o zagueiro Fábio Luciano, o volante Mineiro, o meia Adrianinho e o atacante Fabiano - que, mais tarde, adicionaria o Luis ao nome e ganharia o mundo.
100% PARAÍBA
Apesar das apostas, os destaques do primeiro confronto foram outros personagens. A Ponte saiu na frente com gols de Claudinho, de cabeça, e de Roberto, volante de contenção, em belo chute de fora. A vitória por 2 a 0 no primeiro tempo animou os visitantes e irritou o time mandante, que voltou a campo disposto e mudar a história. Só conseguiu graças a um jogador.
Marcelinho Paraíba, em cobrança de falta, marcou o primeiro. Na sequência, o camisa 11 emendou chute com a perna direita, que não era a mais forte, e empatou. Nos minutos finais, uma bomba de canhota garantiu a improvável virada - facilitada pela expulsão de Piá - e a chance de cravar a classificação na segunda partida, uma semana depois, em Campinas.
ADRIANINHO DEVOLVE VIRADA NO FIM
O São Paulo chegou a Campinas para garantir a vaga de maneira antecipada. Para isso, era preciso vencer no abarrotado Moisés Lucarelli. A tarefa começou relativamente simples. Depois de segurar a pressão no primeiro tempo, o Tricolor saiu em vantagem aos 20 minutos do etapa final. Fábio Aurélio limpou o marcador, invadiu a área e tocou na saída de Adriano Basso.
Mas a partida tinha a cara da Ponte. Marco Aurélio mexeu na equipe, com as entradas de Fabiano e Adrianinho, promessas da base. Mal sabia o treinador que os jovens mudariam o rumo do confronto. Oito minutos após o gol são-paulino, Fabiano partiu pela esquerda e cruzou para Régis Pitbull, que ajeitou. Narcizio bateu de primeira e venceu Rogério Ceni.
A virada veio praticamente nos acréscimos. Adrianinho fez fila na entrada da área e rolou para Fabiano, que tentou o chute no contrapé de Ceni. O goleiro rebateu nos pés do meia, que, sem tempo de ajeitar, empurrou a bola para o gol vazio. Triunfo da Ponte, suficiente para reverter a vantagem dos paulistanos.
EXPULSÃO, PÊNALTIS, POLÊMICA... E TRICOLOR
Se os outros jogos já haviam sido muito bons, o terceiro capítulo de Ponte x São Paulo de 1999 foi sem dúvida o mais emocionante. A Ponte, que precisava só segurar o empate para avançar à semifinal, começou na frente, graças a pênalti de Nem em Daniel. O atacante Régis Pitbull só deslocou Ceni para abrir o placar.
O empate surgiu no lance mais emblemático da disputa. Após cobrança de escanteio na área da Ponte, Piá pegou o rebote e foi calçado por Wilson. Com a certeza de que o árbitro Alfredo Loebeling marcaria a falta, agarrou a bola dentro da área. O apitador, porém, assinalou pênalti a favor do São Paulo, graças ao toque de mão. Raí repetiu Régis e empatou.
A Ponte desempatou na sequência, com (Luis) Fabiano aproveitando falha de Rogério Ceni, dentro da área. Ainda no primeiro tempo, o Tricolor achou o segundo gol, com o zagueiro Wilson, em falha da defesa alvinegra. Após o intervalo, o time de Carpegiani precisou superar a ausência de Vágner, volante expulso por se desentender com um dos gandulas no Majestoso.
Após sete minutos de bola rolando, Edmilson pôs o São Paulo pela primeira vez à frente na noite, em mais uma desatenção pontepretana. Marco Aurélio tentou colocar a Macaca no ataque e pressionou o rival até o fim, mas a forte retaguarda do Morumbi garantiu a classificação. A experiência bateu a molecada.
- Foram jogos muito complicados. O que mais me marcou foi a pressão da torcida que enfrentamos nas partidas em Campinas. A Ponte tinha um grande time e o apoio da torcida deixou tudo ainda mais difícil para o São Paulo. Foram partidas equilibradas ao extremo - lembrou Jorginho, então volante do Tricolor, que hoje comanda a Macaca e espera um desfecho diferente da história.
Com troca de peças (Jorginho na Ponte, Luis Fabiano a serviço do São Paulo) e mais dois remanescentes (Rogério Ceni e Adrianinho, que seguem como referências de cada torcida), Ponte Preta e São Paulo iniciam mais um capítulo decisivo da rivalidade nesta quarta-feira, às 21h50, no Morumbi - o GLOBOESPORTE.COM inicia a cobertura do jogo a partir das 19h30, em Tempo Real. Na semana seguinte, as equipes duelam no Romildão, em Mogi Mirim, para ver quem avança à final da Copa Sul-Americana.
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