Política do 'bom e barato' impera no Brasileirão e vira modelo de sucesso

Enquanto alguns astros sofrem para justificar o alto investimento de seus clubes, atletas que chegaram sem maior alarde roubam a cena e mostram que são melhor investimento

Fonte ig
Sem a baladação e os altos valores dos medalhões, eles chegaram sem alarde e brilharam. Por vezes rejeitados ou esquecidos, os jogadores que se enquadram na política do "bom e barato" vingaram e se valorizaram na temporada 2013. Com dívidas e necessitando de reformulação, alguns clubes investiram em jogadores em fim de contrato ou com acordo de empréstimo e se deram muito bem. A iniciativa deu certo e o custo benefício valeu a pena.
O Cruzeiro,, que se sagrou campeão brasileiro de 2013 na última quarta-feira, fez uma verdadeira limpa no elenco que quase foi rebaixado para a Série B no ano passado e apostou em uma transformação. Jogadores sem grife, desacreditados ou em fim de vínculo vieram praticamente de graça, aproveitaram suas chances e brilharam na campanha vitoriosa. Nilton, Bruno Rodrigo, Egídio, Willian e Julio Baptista fazem parte desta lista.
Nilton, por exemplo, valia 1,3 milhão de libras antes do Brasileirão, e em agosto já foi avaliado pelo site Transfer Markt em 2,2 milhões de libras. A cotação deve subir mais até o final do ano. Bruno Rodrigo também saltou de 650 mil libras, no fim de 2012, para 1,3 milhão de libras no final de agosto. No mesmo período o lateral Egídio saltou de 450 mil libras para 1,3 milhão de libras.
O técnico Marcelo Oliveira é um dos adeptos da política do bom e barato. "Nosso planejamento foi montar um grupo que aliasse jogadores com potencial para evolução e outros com qualidade já comprovada, mas comprometidos em buscar novos desafios e brigar por conquistas", afirmou.
No Grêmio, o técnico Renato Gaúcho abriu mão de alguns medalhões e tratou de promover os jovens Bressan, Alex Telles e Ramiro, vindos do Juventude a custo baixo e que se tornaram titulares do time gaúcho.
O "gordinho" Walter também entra para o seleto grupo. Destaque e artilheiro do Goiás no Brasileirão, o atacante veio de graça, após passagem sem sucesso pelo Porto. No Flamengo, Hernane chegou barato no meio de 2012 ao Flamengo, mas foi em 2013 que o "Brocador" brilhou com a camisa rubro-negra.
Quem também se deu bem com jogadores baratos foi o São Paulo. O lateral Reinaldo e o zagueiro Antônio Carlos entraram bem e foram peças importantes na reabilitação do time paulista, que correu sério risco de cair para a Série B em certo momento, mas chega à reta final brigando por vaga no G4.
Por outro lado, jogadores com fama e status de medalhão decepcionaram neste Brasileirão. Contratado pelo Corinthians por R$ 40 milhões no início do ano, Alexandre Pato ainda não se encontrou no time paulista e sua permanência virou dúvida para 2014. Artilheiro do Brasileiro do ano passado, Fred teve lesão séria na coxa e assiste de longe o desespero do Fluminense na zona de rebaixamento. Luis Fabiano e Leandro Damião, centroavantes de São Paulo e Internacional, respectivamente, eram candidatos à artilharia antes de a competição começar, mas também deixaram a desejar.
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