A história dos seis títulos nacionais do São Paulo, o soberano do Brasil

Série 'Campeões do Brasil', produzida pelo Esporte Espetacular, relembra a construção e os momentos marcantes do hexacampeonato do Tricolor

Fonte Globo Esporte
Careca levanta a taça de Campeão Brasileiro em 1986 (Foto: Ag. Estado)
Soberania não é dada, é conquistada. A construção da história de um clube passa por ídolos, tanto no campo, quanto na área técnica. E o São Paulo carrega, consigo, histórias de identificação de jogadores e treinadores com a torcida. Relações marcantes que levaram o Tricolor ao patamar de 'Soberano' (assista ao vídeo). Soberano nos títulos, na história e nos recordes. Sob a batuta de Rubens Minelli, Pepe, Telê e Muricy, o 'jovem' São Paulo, fundado em 25 de janeiro de 1930, se tornou uma das maiores potências do futebol brasileiro.
A primeira conquista veio na década de 70. Inaugurado em 1960, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi, esperou 17 anos para ver o São Paulo desfilar bom futebol e conquistar seu primeiro Campeonato Nacional em 1977. Comandado por Rubens Minelli, que havia sido bicampeão brasileiro pelo Internacional em 75 e 76, o tricolor conquistava seu título inédito e começava a escrever seu nome na história do futebol brasileiro.
Os anos 70 haviam sido especiais para o tricolor, mas foi em 80 que o clube se colocou de vez no mapa dos grandes do futebol brasileiro. Com uma verdadeira constelação, comandada por Pepe e formada por Muller, Careca, Dario Pereyra, entre outros, o São Paulo superou a sensação da temporada, o Guarani, e levou o bicampeonato. O gol do título foi marcado por Careca, justamente contra seu ex-clube.
- Ali era meu momento. Sabia da minha história. Eu tinha a responsabilidade de resolver para o São Paulo - afirmou Careca, herói do título.
O tri veio em 1991, ano em que Telê Santana viveu a glória com a camisa tricolor. O pulso firme do treinador, aliado à sua visão diferenciada do futebol levou o São Paulo ao seu melhor período de conquistas desde o ano de sua fundação.
Raí, Zetti, Cafú, Ronaldão. Um verdadeira esquadrão que, além do título nacional, viria a conquistar o bicampeonato da Libertadores e do Mundial em 92 e 93. Sem dúvidas, o melhor momento do tricolor. Os anos que os torcedores nunca esquecem. O período em que o São Paulo dominou, não só o Brasil, como o mundo.
- Uma das coisas mais bonitas que o Telê me ensinou foi o prazer da atuação coletiva. Sentir que, quando era eficiente, dava vontade de melhorar ainda mais - contou Raí, o camisa 10 da equipe.
Após um longo período sem títulos de expressão, o São Paulo voltaria a reviver seus melhores momentos com o sucessor de Telê Santana, Muricy Ramalho. Foi ele, que com um metódo de trabalho intenso, levou o tricolor ao hexa. Três títulos em três anos e a consagração total perante à torcida. Muricy escreveu seu nome na história com as conquistas em 2006, 2007 e 2008.
Não dá para comentar os três títulos consecutivos do São Paulo sem lembrar de Rogério Ceni. O goleiro, ídolo máximo no Morumbi, teve papel fundamental nos três anos em que o tricolor esteve no topo do Brasil. Sua liderança e suas defesas importantes ajudaram a equipe a sobrar nas competições e comemorar a soberania.
- Esse tricampeonato colocou o São Paulo num patamar ainda mais alto do que ele se encontrava. Foi o primeiro clube que conquistou três títulos seguidos. E todos que estavam fizeram parte dessa história. Para mim, é motivo de muito orgulho. Essas conquistas fizeram a torcida crescer muito. Esse talvez seja o nosso maior legado, assim como ocorreu em 1992 e 1993 - disse Rogério.

Muricy foi tricampeão brasileiro pelo São Paulo
(Foto: Agência Vipcomm

No primeiro ano de conquista, o São Paulo teve um aproveitamento de 68,4%. Foram 22 vitórias e apenas quatro derrotas. Em 2007, o tricolor levantou a taça com quatro rodadas de antecedência no auge do bom futebol do time de Muricy, que apresentava uma defesa sólida e um ataque mortal. No ano seguinte, mesmo com um pouco mais de dificuldade, a regularidade do SPFC prevaleceu e a equipe conquistou seu terceiro título seguido, o sexto da sua história.
- As outras equipes não aguentavam a gente, principalmente porque a gente mantinha a regularidade. Não tinha como segurar a gente - revelou Muricy.

Em 2007, Rogério Ceni ergue a taça do penta (Foto: Arquivo / Diário de São Paulo)
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