Foto: Gazeta Press
A Federação Paulista de Futebol - FPF - tem uma carta na manga para tentar coibir a violência nos estádios de futebol durante o Campeonato Paulista de 2014. Trata-se da biometria facial, moderno sistema de identificação de indivíduos por câmeras utilizado em eventos esportivos e aeroportos internacionais. Só falta encontrar quem pague a conta.
Os clubes, segundo o estatuto do torcedor um dos responsáveis pela organização e pela segurança nos jogos de futebol, não querem arcar com os custos. Dessa forma, a federação paulista pode ter que apelar a patrocínios para ter a tecnologia.
A intenção de implementar a biometria facial nos estádios já havia sido comunicada aos quatro grandes paulistas, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, em reunião com o Ministério Público no início do mês de outubro. Na época, os dirigentes dos times ‘torceram o nariz' para a ideia.
Após contato com o ESPN.com.br, o São Paulo afirmou que aguarda estudo da federação sobre o tema e que ainda não se posicionou a respeito. O Santos divulgou que ainda discute o assunto, e o Corinthians simplesmente não respondeu o contato da reportagem.
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, declarou que "o Palmeiras vê com bons olhos TUDO que possa melhorar a segurança nos estádios. Biometria facial é um recurso moderno que pode identificar os baderneiros que tanto tumultuam nossos jogos, e com essa tecnologia os maus elementos certamente ficarão intimidados a agirem do forma inadequada, ou serão expurgados dos estádios."
Sobre bancar os custos da novidade, Nobre diz: "É uma tecnologia ainda muito cara e o clube não dispõe de recursos para esse investimento, porém acredita que o poder público, que tem o dever e a autoridade de fiscalizar e punir quem não sabe se comportar, deveria arcar com esse custo."
Segundo o artigo 1° do capítulo I do estatuto do torcedor, contudo, "A prevenção da violência nos esportes é de responsabilidade do poder público, das confederações, federações, ligas, clubes, associações ou entidades esportivas, entidades recreativas e associações de torcedores, inclusive de seus respectivos dirigentes, bem como daqueles que, de qualquer forma, promovem, organizam, coordenam ou participam dos eventos esportivos."
O custo da tecnologia varia do número de câmeras que são usadas, de setores do estádios que são vigiados e do número de pessoas contratadas para controlar as imagens e pode chegar até R$ 100 mil por jogo.
O Coronel Marinho, presidente da comissão estadual de arbitragem e encarregado de questões de segurança da federação, afirma que a entidade solicitou um pacote mais econômico às empresas Ex-Sight e Techcity, dois dos grupos que ofereceram o produto à FPF. Caso os clubes realmente não cooperem financeiramente, a saída pode ser encontrar patrocinadores.
Segundo Arnaldo Maciel, representante da israelense Ex-Sight no Brasil, uma solução barateada pode deixar brechas de segurança e não é aconselhável. "E se eu filmar nove das dez catracas do estádio e justamente nessa décima acontecer um caso de violência?", questiona. Maciel afirma que a biometria já foi testada diversas vezes em eventos esportivos no Brasil e que "as autoridades locais estão demorando demais para abraçar de vez a tecnologia."
Clubes relutam em pagar, e federação paulista pode buscar patrocínio para bancar biometria facial em estádios
Fonte ESPN
7 de Novembro de 2013
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