A escalação do São Paulo continua sendo um mistério para enfrentar o Nacional de Medellín, quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no estádio Atanásio Girardot, pela quartas de final da Copa Sul-Americana. No treino de reconhecimento do gramado, nesta terça-feira, o técnico Muricy Ramalho optou por não divulgar a formação que inicia a partida.
A grande dúvida continua sendo o ataque. Luis Fabiano, preservado no fim de semana para tentar melhorar o condicionamento físico, deve ficar com uma das vagas do setor. Com o bom momento vivido por Aloísio, autor do gol da vitória sobre a Portuguesa, Ademilson é o mais cotado a ficar no banco de reservas.
Fabuloso e Boi Bandido, aliás, treinaram de coletes amarelos. Muricy comandou um trabalho técnico, porém, sem posicionamento e escalação determinadas. Jadson treinou de camisa branca. Ele será o substituto de Paulo Henrique Ganso, suspenso pela Conmebol pela expulsão diante do Universidad Católica, em Santiago.
Enquanto o grupo se movimentava no campo, um grupo de cerca de 100 crianças gritou nas arquibancadas os nomes dos jogadores. O goleiro Rogério Ceni foi o mais ovacionado. Os meninos fazem parte de uma escolinha de futebol que tem o nome de San Pablo e veste o uniforme nas cores preta, branca e vermelha. A escolinha é chamada assim porque seu dono se chama Pablo, um fã de futebol que resolveu adotar as cores do clube paulista durante seu auge na década passada.
Com a vitória por 3 a 2, no Morumbi, o São Paulo joga por um empate para avançar. O Nacional se classifica se vencer por um gol de diferença, desde que não seja um placar em que sofra mais de dois. A repetição da primeira contagem, agora em favor dos colombianos, leva a decisão para os pênaltis. O vencedor enfrenta Libertad, do Paraguai, ou Itaguí, da Colômbia.

Garotos de Medellin prestigiam treino do São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)