DIÁRIO_ O senhor gostaria de ver o Rogério parar de jogar ao final deste ano?
EURYDES CENI_ Como torcedor, é claro que eu gostaria que ele continuasse a jogar. Como torcedor, ver uma partida dele é um prazer enorme.
As pessoas perguntam muito se ele vai parar?
Todo mundo me pergunta, mas eu não sei.
O senhor fala com ele a respeito da aposentadoria?
Não entro nessa conversa com ele. O Rogério soube conduzir a carreira e formar uma família. Sempre fez tudo sozinho e sem agente. Desde quando foi para o São Paulo, aos 17 anos. Ele tem cabeça, sabe o que decidir e eu aceito. É ele quem vai decidir. Não toco nesse assunto também porque não quero influenciar, pois, depois, podem falar que eu disse alguma coisa. Converso sempre com ele, mas só para saber como estão as coisas.
Mas o senhor acha que ele tem condições de continuar jogando profissionalmente?
Acho que ele teria condições de jogar por mais um ano, mas depende dele. Por outro lado, sei também que a rotina de treinamento no futebol profissional é muito rigorosa.

O senhor acredita que ele já tenha se decidido?
No ano passado, ele disse para mim que gostaria de ver como as coisas ficariam. Mas o São Paulo o procurou para renovar o contrato. Não sei se neste ano o clube vai procurá-lo novamente. Também estou nessa expectativa para ver como vão ficar as coisas. Acho que, daqui mais alguns jogos, ele vai tomar essa decisão.