Rodrigo Caio é o 'ladrão do bem'

Segundo jogador com mais desarmes no Brasileirão, trunfo do Tricolor se consolida como zagueiro

Fonte Diário de São Paulo
Foto: Alan Morici/Diário SP
Apesar da cara de bom-moço, Rodrigo Caio mete medo nos adversários. O beque já se firmou como o maior ladrão de bolas do Tricolor. E hoje, às 19h30, no Morumbi, contra a Portuguesa, será uma das principais peças do time de Muricy Ramalho.
“A roubada de bola sempre foi uma característica minha. Na base, atuava mais recuado, como zagueiro. Depois, fui jogar como volante e me aperfeiçoei cada vez mais. Fico muito feliz, mas não sou só eu. Os outros volantes também fazem a sua parte, ajudando e voltando para marcar”, diz o jogador.
Com 74 desarmes, Rodrigo Caio só roubou menos bolas no Brasileirão do que Baraka, que o fez 82 vezes, pela Ponte Preta.
Curiosamente, somente neste ano, o zagueiro se consolidou no profissional e na posição. Após disputar a Copa São Paulo de Juniores, ele foi aproveitado por Ney Franco. Porém, acabou escalado na lateral direita e no meio de campo — nunca na zaga. Somente com Paulo Autuori, as coisas mudaram.
“Com o Paulo, eu tive essa conversa. Falei que queria jogar como zagueiro. É a posição de que eu gosto”, contou o jogador, que também já falou sobre o assunto com Muricy.
“No primeiro treino dele, fui para a lateral e o Muricy não gostou tanto. Conversei com ele e acabei sendo recuado para a zaga. Falei que na base eu já havia jogado como líbero e estava à disposição para ajudar”, disse Caio, que se inspira em Miranda, do Atlético de Madrid.
Mas, para se destacar no futebol, Rodrigo Caio não precisou se livrar só dos adversários. Ele também enfrentou a desconfiança de alguns, por fugir do perfil tradicional dos jogadores e por sua estrutura familiar.
“Há pessoas que olham e falam: ‘Ah, o moleque é mauricinho’. Ninguém acompanhou o meu começo, como cheguei ao São Paulo, o sofrimento que foi para eu chegar onde estou”, afirmou o ladrão do bem.
2.700 minutos Rodrigo atuou pelo Tricolor no Brasileiro
74 desarmes o zagueiro fez nesta competição
Entrevista
Rodrigo Caio_ Zagueiro do São Paulo
‘Sou são-paulino roxo e quero continuar no clube’
DIÁRIO_ Como o time tem feito para dividir a atenção entre o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana?
RODRIGO CAIO_
Temos de jogar cada jogo. Precisamos de tranquilidade, para pensar primeiramente no Brasileiro. Aí, depois, focaremos na partida da Sul-Americana. Esse é o pensamento de todos, porque são campeonatos importantes.
O calendário atrapalha com dois torneios em andamento?
O calendário prejudica um pouco os atletas. O cansaço, as viagens... Mas temos de superar isso. Não adianta inventar desculpas. Temos de entrar em campo com força total.
Você mudou recentemente de agente. Pensa em seguir no clube até o fim do contrato?
Tenho contrato até 2018, pois renovei há pouco. Quero fazer história no São Paulo. Sou são-paulino roxo, fiz minha base inteira aqui. Estou no clube desde os 12 anos. Enquanto a diretoria me quiser, eu vou querer permanecer.
Como foi para você, que é são-paulino, viver a crise?
Nunca tinha passado por isso. Quando você é torcedor, sofre, mas não está acompanhando. Não está ali perto. Mas, quando você está aqui dentro e vivendo isso, é muito mais complicado. Pensava e acreditava muito no nosso elenco. Sempre falei que era um grupo qualificado e sairíamos dessa situação.
Conversava muito com seus familiares nesta época?
Conversava com o meu pai, que também é são-paulino roxo. Ele não acreditava. Naquela fase, ele, minha mãe, meu irmão... todos os meus familiares acompanhavam todos os jogos. Eles ficavam tristes demais. Ainda mais por ser o momento em que eu estava jogando. Foi justamente o momento em que eu me firmei no São Paulo. Um momento difícil, mas procurei manter a calma e a confiança.
Confiança foi a chave, então, para o time sair da crise?
Quando um time começa a perder, a confiança fica abalada. Não acredita que vai fazer o gol ou acertar o passe. E isso passa a prejudicar. Isso era o que estava acontecendo. Não estávamos tendo essa confiança e tudo estava dando errado.
Erros da defesa servem de lição para o garoto
Os números não são muito favoráveis à defesa são-paulina. Nas últimas três partidas (contra Universidad Católica, Internacional e Atlético Nacional de Medellín), a equipe levou sete gols. No entanto, Rodrigo Caio quer utilizar os erros da zaga como lição.
“A gente trabalha para não levar gols, mas acontecem algumas falhas. Temos de aprender com os erros e consertá-los . É procurar se fechar mais e todo mundo se ajudar”, disse o jogador, que falhou feio no jogo de quarta-feira, quando perdeu a bola na entrada da área no lance do primeiro gol colombiano.
“Hoje estou com a cabeça melhor. Assumo meus erros. Fiquei muito bravo comigo. Sabia que poderia ter simplificado a jogada. Dar um chute para onde estava virado. Mas acontece. No próximo jogo, se tiver uma jogada dessa e for necessário simplificar, vou fazer isso”, garantiu Caio.
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