O atacante Aloísio caiu definitivamente nas graças do torcedor são-paulino ao marcar cinco gols nas duas últimas partidas da equipe, que se classificou na Copa Sul-Americana e consolidou a reação no Brasileirão. Mas não é apenas pelos gols que o Boi Bandido tem chamado a atenção: sua dedicação em campo e suas voadoras fizeram com que os tricolores esquecessem o lesionado Luís Fabiano. Mas para chegar à condição de xodó do São Paulo, o atleta de 25 anos já teve de batalhar muito.
Foto: Gazeta Press
Nascido na cidade catarinense de Araranguá, Aloísio chegou a Porto Alegre (RS) com 12 anos para jogar nas categorias de base do Grêmio. No Tricolor Gaúcho, o promissor atacante estreou no time profissional em 2006, sob o comando de Mano Menezes. Prejudicado pela forte concorrência — a equipe contava com Tuta, Amoroso, Carlos Eduardo e Diego Souza na frente — Aloísio teve poucas chances no time vice-campeão da América em 2007.
Foto: Divulgação/Chiasso
Insatisfeito com as poucas oportunidades, Aloísio decidiu buscar novos ares no futebol europeu e pediu à diretoria gremista que o negociasse por empréstimo ao Chiasso, clube da segunda divisão da Suíça. Por lá, o Boi Bandido adotou uma cabeleira comprida e sofreu para se adaptar à língua e ao frio, mas teve boas atuações e renovou seu contrato por dois anos.
Foto: Divulgação/Caxias
Em 2010, no entanto, Aloísio cansou de "se esconder" na Segundona da Suíça e decidiu recomeçar tudo do zero no Caxias. Arrependido de ter deixado o Grêmio, o atacante sofreu com uma grave contusão e só conseguiu brilhar no ano seguinte, em uma equipe de seu estado.
Foto: Eduardo Valente/Mafalda Press/Gazeta Press
Emprestado à Chapecoense em 2011, Aloísio desencantou e passou, enfim, a ser conhecido nacionalmente. Ele foi o artilheiro da equipe, com 14 gols, na histórica conquista do Campeonato Catarinense. O sucesso rapidamente chamou a atenção de empresários e o jovem atacante foi negociado com o Figueirense.
Foto: EDU ANDRADE/Gazeta Press
No primeiro ano em Florianópolis, Aloísio voltou a se lesionar e teve pouco destaque na equipe sétima colocada no Brasileirão. Em 2012, no entanto, o novo xodó tricolor marcou 14 gols na competição e terminou o ano em alta, apesar do rebaixamento do clube.
Foto: Eduardo Valente/AGP/Gazeta Press
Foi justamente com a camisa do Figueirense que Aloísio ganhou o apelido de "Boi Bandido", por correr por todos os lados do campo e esbanjar determinação. E como prova a imagem, as tradicionais voadoras não são uma novidade na carreira do atleta.
Foto: Gazeta Press
O bom retrospecto no clube catarinense chamou a atenção do São Paulo, que anunciou a contratação do jogador em janeiro deste ano

Foto: Gazeta Press
Apesar da forte concorrência de Luís Fabiano e Oswaldo, o jogador aos poucos foi conquistando seu espaço, com muita dedicação nos treinos e personalidades nas entrevistas.
Foto: Wagner Carmo/Gazeta Press
Beneficiado pela má fase e contusões dos companheiros, Aloísio chegou à condição de titular e encantou a torcida tanto por seus gols quanto por seu esforço. Apesar disso, o time vivia seu pior momento nos últimos anos e chegou a passar várias rodadas na zona de rebaixamento.
Foto: Gazeta Press
Com a chegada de Muricy Ramalho, no entanto, não só Aloísio, mas todos os atletas subiram de produção e o time reencontrou o caminho das vitórias.

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net
Querido por todos no elenco, o Boi Bandido contagiou os companheiros com suas brincadeiras e personalidade forte.
Foto: Edu Andrade/Fatopress/Gazeta Press
Artilheiro da equipe com 9 gols no Brasileirão, o atacante transformou as voadoras nas comemorações em sua marca registrada.
Foto: Edson Ruiz/Gazeta Press
Sobrou até para o comandante Muricy, que admitiu se assustar com as loucuras do atacante.
Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
No último final de semana, Aloísio marcou três gols na vitória por 3 a 2 sobre o Inter, em Caxias, e caiu definitivamente nas graças da torcida.

Foto: Divulgação
A moral de Aloísio dentro do Morumbi cresceu tanto que o atacante ganhou até uma camiseta personalizada. De acordo com Julio Casares, vice-presidente de marketing do Tricolor, essa será uma forma de homenagear o atleta por seu comprometimento e dedicação.