Aloísio não pôde treinar na segunda, no CT. Tinha uma audiência com o Figueirense, seu ex-clube. Também não está confirmado no próximo jogo do São Paulo, contra o Atlético Nacional de Medellín, da Colômbia, quarta, no Morumbi. Mesmo assim, foi o assunto no Tricolor.
Não é sem motivo que o Boi Bandido está nas paradas de sucesso no clube. O atacante marcou seis gols nos últimos três duelos. Mais do que isso, acabou com o trauma das penalidades, que atormentava o time desde os quatro erros de Rogério Ceni e um de Jadson.
“Já tinha vivido dias assim porque sou atacante. Mas não fui herói, o grupo todo se saiu bem”, afirmou o goleador, em entrevista ao DIÁRIO.
Carismático, o atacante conquistou a torcida. Atencioso com os fãs, ele gosta de distribuir autógrafos e tirar fotos.
“É um negócio legal. Antes mesmo, quando a fase não era boa, lógico que a gente não saía tanto, mas, nos poucos lugares em que fui, sempre tive o carinho do torcedor”, disse ele, que, por ter balançado três vezes as redes no domingo, contra o Internacional, pediu ao “Fantástico” para ouvir a música “Casar Nunca”, de Neguinho e Emanuel.

Além dos gols, o estilo de jogo do atacante caiu no gosto dos são-paulinos. Brigador, Aloísio gosta de dizer que, com ele, não há bola perdida. “Minhas características sempre foram essas, de lutar até o fim pelas jogadas. Mas parece que no São Paulo essa vontade dobrou”, falou o atacante, que comemora os gols distribuindo voadoras nos companheiros.
Até mesmo a maneira nada comum de celebrar os gols virou febre. Para aproveitar o momento, o clube lançou uma linha de camisetas em homenagem às voadoras do atleta.
Com a possibilidade de Aloísio ser poupado na quarta-feira, no Morumbi, resta saber quando o Boi Bandido voltará a voar.