Para brilhar na vitória de 3 a 2 sobre o Inter em Caxias do Sul, o são-paulino Aloísio contou com o apoio de Rogério Ceni. Antes de bater o primeiro dos dois pênaltis na partida, o atacante conversou com o capitão da equipe para definir quem seria o responsável pela cobrança. Depois, foi só correr para distribuir voadoras.
Tranquilo, Aloísio acabou com um tabu. Afinal, Rogério havia errado as últimas quatro cobranças de pênalti e Jadson também desperdiçara uma contra o Flamengo.
“Na hora do pênalti, eu perguntei se ele queria bater. E ele quis. Então, ele foi lá e bateu. Ele tem muito mérito”, contou Ceni. “O Muricy definiu que os batedores seríamos eu ou o Rogério. Na hora, o Rogério entendeu que o meu momento era melhor e eu fiz a cobrança”, confirmou o Boi Bandido.
Rogério Ceni, porém, fez questão de destacar também a qualidade de Luís Fabiano, que volta a jogar nesta quarta-feira, pela Copa Sul-Americana.“A gente aguarda o retorno do Luís Fabiano, que é muito importante para a gente. É uma briga saudável agora, porque temos vários jogadores fazendo gol”, comemorou Ceni, que não criticou a defesa, mesmo depois de a equipe levar cinco gols nas últimas duas partidas.
“Temos um time que se propõe a jogar. Fizemos sete gols nos últimos dois jogos. Sofrendo como sofremos pressão dos adversários nos últimos jogos, nós nos saímos muito bem.”

Damião, cara a cara com Rogério Ceni, chutou em cima do goleiro tricolor, mas mesmo assim marcou o gol
Foto: Ricardo Rímoli / Agência Lance
A partida de domingo também serviu para Rogério Ceni alcançar mais uma importante marca em sua carreira. Ontem, o goleiro de 40 anos completou a sua partida número 1.110 com a camisa do Tricolor. Desta maneira, ele igualou Roberto Dinamite, que defendeu o Vasco da Gama na décadas de 70 e 80. Agora, o Mito só está atrás de Pelé no ranking. O Rei do Futebol tem 1.116 jogos pelo Santos. O recorde será quebrado antes do fim deste ano.