Muita vontade dos jogadores, vários lances de emoção, uma bola na trave de cada lado, quatro erros defensivos e um do apitador garantiram os cinco gols e a emoção na vitória do São Paulo contra o Internacional.
Os Colorados podem reclamar do bandeirinha que não deu o impedimento de Aloísio no lance do 1×0.
O centroavante finalizou bem, tal qual nos dois pênaltis que cobrou e acertou para encerrar o estigma da equipe por causa das perdas dos mesmos.
As reclamações dos torcedores do Inter devem ser direcionadas também à dupla de volantes escalada por Clemer.
João Afonso e Jorge Henrique fizeram faltas desnecessárias e tolas, dentro da área, em Ademilson.
Os pênaltis foram verdadeiros presentes dos atletas colorados. Ambos aconteceram.
O sistema defensivo são-paulinos também deu suas gafes.
Rafael Tolói perdeu a dividida para Leandro Damião no primeiro gol do Internacional e Rogério Ceni falhou, ao soltar a bola nos pés de Jorge Henrique, no outro.
Além disso, as duas equipes deram espaço no meio de campo.
A má qualidade nas finalizações também impediu o Inter de conseguir resultado melhor.
A vitória foi muito importante para o São Paulo.
Sem correr risco de ser rebaixado, pode se concentrar na missão de se classificar à Libertadores.
Depende apenas de si mesmo na Copa Sul-Americana e dos outros para conseguir a vaga no brasileirão, pois precisa pontuar e torcer para o campeão da Copa do Brasil terminar entre as quatro equipes mais bem classificadas no Brasileirão.
Inter começa melhorou
O Internacional começou com mais posse de bola e presença no campo de ataque.
Clemer escalou o meio de campo com João Afonso e Jorge Henrique de volantes.
Alex, Otavio e D’Alessandro ocuparam a meia e se revezaram no auxílio aos volantes.
Um deles recuou para melhorar a saída de bola; Alex ou Otavio, quando o adversário atacou, se posicionou na mesma linha de João Afonso e Jorge Henrique.
Os dois outros e o centroavante Leandro Damião iniciaram o trabalho defensivo.
O São Paulo demorou uns 20 minutos para escapar da marcação adiantada do Inter e manter a bola na frente.
Ficou se defendendo, tentando achar uma forma de sair de trás com a bola e dependente dos contra-ataques.
Impedido
Muricy não mudou a forma de o São Paulo jogar.
Escalou Douglas do lado direito do meio-campo para proteger o lateral Paulo Miranda e ser opção de ataque na direita.
Rodrigo caio e Wellington, os volantes, se revezaram no apoio. Ganso, o meia, completou o setor.
Ademilson, atacante, atuou na esquerda e voltou o tempo todo para cooperar com os jogadores do meio-campo na marcação.
Aloísio ficou adiantado.
Logo aos 9 minutos, Rodrigo Caio avançou como se fosse um meia e tocou para o centroavante em posição irregular.
No lance, Aloísio e Gabriel, ao mesmo tempo, deram um passo para trás e o auxiliar entendeu que o volante tocou para o atacante quando ele não estava impedido.
Por isso, errou,
O gol não mudou a cara do jogo.

O Internacional continuou atacando e criando mais oportunidades.
Leandro Damião perdeu grande chance após o cruzamento.
Ele se redimiu no empate. Ganhou a dividida de Toloi no meio de campo e carregou a redonda até ficar de frente com Rogério Ceni.
São Paulo melhora
O time de Muricy sofreu o gol no momento em que havia resolvido o dilema da transição de bola da defesa ao ataque.
Após o empate, continuou atacando.
O fez bem mais pela esquerda por óbvias razões.
Gabriel, que marca daquele lado, não é competente na marcação e Ademilson, parceiro de Aloísio no ataque, joga naquela região do campo.
O São Paulo não tem atacante na direita. Douglas tenta quebrar o galho lá.
Além disso, D’Alessandro ajuda pouco defensivamente.
Por isso tudo, sobrou espaço ali e Reinaldo apareceu algumas vezes livre para cruzar.

Nada a ver
O São Paulo retomou a vantagem no pênalti que aconteceu na esquerda, mas não teve nada a ver com as dificuldades coletivas do Inter.
Três jogadores cercavam Ademilson quando João Afonso, estabanado, o derrubou na área.
Aloísio cobrou bem o pênalti corretamente soprado por Péricles Bassols Cortez.
A falha de Ceni e o presente do Jorge Henrique
Os treinadores certamente tentaram solucionar os problemas de marcação.
Clemer não obteve êxito algum nisso. Muricy viu o São Paulo melhorar razoavelmente seu posicionamento sem a bola.
Rapidamente aconteceram dois gols.
Aos 2 minutos, Fabrício cruzou mal, o lance não estava difícil para Rogério Ceni defender e o goleiro largou a bola nos pés de Jorge Henrique.
O autor do empate foi o responsável pela nova vantagem do rival.
Não havia menor razão para fazer a falta clara e mais tola que a do outro pênalti, dentro da área, aos 7, em Ademilson.
Aloísio de novo cobrou forte e impediu a intervenção de Muriel.
As traves e as trocas
Os time alternaram momentos de pequena superioridade depois dos gols
O Inter, precisando empatar, continuou dando espaço atrás e o São Paulo, um pouco mais bem posicionado, levou perigo nos contra-ataques.
Ademilson, aos 17, acertou o travessão depois do contragolpe muito bem articulado por seus companheiros.
Alex, 5 minutos antes, de fora da área, havia chutado a bola na trave.
Aos 18, Clemer trocou Alex por Caio.
O meia estava bem e não faltavam jogadores do Inter na frente.
Os maiores problemas eram as falhas no toque de bola e finalizações.
Aos 20, Leandro Damião, machucado, saiu e Scocco entrou.
Muricy só mexeu no time quando os atacantes cansaram.
Aos 30, Welliton ocupou o lugar de Aloísio.
Aos 42, Clemer foi para o tudo ou nada ao trocar o lateral Gabriel pelo centroavante Rafael Moura e mandar Jorge Henrique para a lateral direita.
Aos 43, Lucas Evangelista entrou e Ademilson saiu.
O Inter terminou o jogo pressionando e questionando a arbitragem.
Reclamou também de um pênalti de Wellington em Jorge Henrique no lance em que sequer falta houve, contudo Bassols soprou a mesma fora da área após a jogada ter acontecido dentro dela.
Confuso o apitador.
Injusto
No meio de tantas reclamações, houve, de fato, um grande erro da arbitragem, o do primeiro gol, que foi responsabilidade do bandeirinha.
Isso basta para dizer que o empate teria sido o resultado mais justo.