Um mito, um guerreiro e um mestre: O São Paulo decola - Por Layla Reis

Fonte SPFC.Net
E lá vamos nós de novo em mais um jogo emocionante repleto de gols e dificuldades. Encaramos de frente um time de grandes nomes, que oscila e vive uma crise, aparentemente, de vestiário. Paramos o coração saindo na frente, sofrendo empate, desempatando, sofrendo empate de novo e finalmente, vencendo. Finalizamos em nono, roubando a vaga diretamente do nosso adversário de hoje, o Inter.
Mito: Um rei nunca perde a majestade
O melhor goleiro do Brasil hoje entrou novamente para a lembrança do torcedor São Paulino. Não só por, como sempre, ter defendido e atuado bem no gol Tricolor. Mas também por entender do momento do futebol, por passar a bola adiante e colocar o amor pelo São Paulo a frente. O grande jogador e grande homem tem que saber a hora de passar o bastão adiante. Rogério já passou o troféu para as mãos de Lucas quando o momento pediu.
Hoje, amigos, o momento pediu que a "bola do pênalti" fosse para as mãos de Aloísio. O goleiro-artilheiro já cravou seu nome na história do futebol mundial como o goleiro mais recordista da história. Chegou a hora do nosso maior brilho fazer alguém brilhar. E assim foi: Aloísio aproveitou a oportunidade e consagrou-se como cobrador de pênalti do São Paulo na vaga que antes era do mito.
Obrigada por tudo o que fez até aqui, Mito. Nada tirará da nossa história suas consagrações. E obrigada por passar adiante. No gol, temos certeza de sua habilidade que até hoje impressiona o futebol mundial.
O guerreiro das voadoras
Faltam comentários. Três gols, três pontos, uma vitória, um jogador: Aloísio, o boi bandido. O homem da superação que dá a vida por cada lance, por cada jogada, cada gol. Se não marca, auxilia, tabela, enxerga.
Aloísio não é um grande craque cheio de habilidade. Não é. É mais uma prova que a força de vontade somada com a garra resulta em vitórias sempre. Ele melhora a cada partida como jogador. Ele vibra. E o melhor, leva seus companheiros juntos nessa vibração. Todos vibram com ele. Todos o abraçam, o elenco inteiro brinca de "comemorar" gols, dar voadoras.
O guerreiro traz a vibração e a emoção para dentro de campo. Dá o sangue. Na verdade, ele é dono da superação. Obrigada, Aloísio!
O aprendiz que virou Mestre
Muricy Ramalho achou um jeito do São Paulo jogar. Sabe o que mudar, sabe onde cobrar e sabe como fazer. Se Rogério não bate bem pênalti, nome não segura, passa pro Aloísio a vez. E essa ordem vem do técnico. Não duvido Luis Fabiano esquentar banco e disputar vaga se o nosso ataque demonstrar não precisar dele. Muricy tem moral, não liga para renomados ou novatos, ele quer resultados e para isso, ele trabalha e faz com que trabalhem.
Muricy trouxe a paz ao São Paulo, decolou o time à nona colocação do brasileiro. Nos levou às quartas da Sul-Americana e visa a pré-Libertadores do ano que vem. Temos um São Paulino como nosso técnico.
O São Paulo passa por uma nova fase. Nas coletivas, trocaram as perguntas "por que o São Paulo não ganha?", pelas declarações do nosso técnico comentando "os jogadores voltaram a cantar desafinado no ônibus". Uma brincadeira que o jogador devolve pela mídia também e o bom-humor prevalece nos treinos. Assim, criam união, são amigos, se ajudam em campo. A tensão alivia, jogam mais leves, menos pressionados e o resultado é positivo.
Conseguimos, estamos chegando aonde queríamos. Sem ajuda da diretoria que não contratou jogador nenhum novo, conseguimos unir nosso elenco e torcida em prol de um ideal: o retorno do campeão.
Obrigada, Muricy. O seu trabalho nos ressuscitou.
Aprendendo com o inimigo
O Inter é um time de nomes. É quase claro que existe algum problema no elenco. Forlán é banco, Scocco também e na ausência de Leandro Damião quem entra é o Caio, um menino novo. Com os nomes que tem em campo e no banco, o Inter poderia estar melhor colocado no brasileirão, sem duvidas. E no entanto, algum fator dos bastidores impede que em campo haja evolução.
Passamos por isso e continuamos assistindo outros times passarem para o nosso deleite. Essa é a emboscada que devemos evitar. Sem rixa de renomados, sem panelinhas. Entrou em campo, jogou e trabalhou. Tem que ser assim, pelo time, não pelo dinheiro, não pela vaidade, não pelo empresário. Tem que ser pela família, pelo mando, pela armadura
Em tempo de comentar
Rodrigo Caio é essencial para o nosso time. Ganso hoje é melhor que um Ganso que eu já vi jogar em outro time aí. Ademilson está aprendendo a dar fortes arrancadas e melhorando-as cada vez mais, mas o melhor de tudo é que em suas arrancadas saem faltas perigosas ou pênaltis, rendeu dois gols hoje. Todo o time está de parabéns. Que continuem cantando desafinando no ônibus, se tapeando nas comemorações e dando voadoras no técnico. Assim que tem que ser: um time.
Quarta-feira é dia de lotar o Morumbi rumo à Libertadores 2014 e bicampeonato Sul-Americano.
PS: Eu ainda venderia o Douglas.
PS:² Hoje não é dia para falar de quem errou pênalti, de frango, de nada. Só de parabenizar e focar na Sul-Americana quarta-feira.
PS:³ Eai, Pato, aprendeu a bater pênalti?
Orgulho de ser São Paulina.
Layla Reis https://www.twitter.com/laylarps
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