“Quando os torcedores me encontram, brincam e falam que vão sair de perto de mim para não levar voadora.” A frase de Aloísio resume bem o momento do Boi Bandido. Uma das esperanças de gol na partida contra o Internacional, neste domingo, às 16h, em Caxias do Sul, o atacante virou o xodó dos são-paulinos.
O carinho não é sem motivo. Na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana, contra a Universidad Católica do Chile, ele marcou dois gols e deu uma assistência na vitória por 4 a 3. No duelo com o Bahia, na rodada anterior do Brasileiro, ele também balançou a rede no 1 a 0.
Em todos os gols, a festa foi com a marca registrada dele: a voadora. “Parece que a comemoração está pegando e ficando uma coisa legal. Estamos fazendo bastante gols e isso tem nos ajudando. Tenho voadora para mais metro”, brincou.

A vibração não acontece apenas nos gols de Aloísio. O camisa 19 costuma premiar os seus colegas de equipe com o golpe.“A história da voadora começou no Figueirense, no final do primeiro turno (do Brasileiro 2012).
Fiz a jogada e o Toró marcou um gol. Ele passou ao meu lado e dei uma voadora que pegou nas costas dele. É óbvio que foi sem intenção alguma de machucá-lo. Depois, aconteceu mais uma vez com o Fernandez. O tempo passou, cheguei aqui e essa história voltou”, contou o Boi Bandido.
Carismático, o centroavante é o tipo de jogador que não vê bola perdida. Até por causa desse estilo ganhou o apelido de Boi Bandido, desde quando defendia o Figueirense.
“Minhas características sempre foram essas: não desistir, lutar pelas jogadas, correndo bastante. Mas parece que no São Paulo dobrou essa vontade”, garantiu o atacante.
Em Caxias, é esperar por mais uma voadora do atacante. Afinal, empenho não vai faltar.
