Na Argentina, jogadores tiveram importantes conquistas após greves
A exemplo do que pode ocorrer no Brasil, jogadores argentinos conseguiram alcançar muitos direitos após pressionarem os dirigentes do país
Fonte Lancenet
24 de Setembro de 2013
D'Alessandro apoiaria movimento dos jogadores (Foto: Ricardo Rímoli/ LANCE!Press)
Fora do Brasil a pressão dos jogadores de futebol já resultou em conquistas importantes para a categoria. O maior exemplo é encontrado na vizinha Argentina, onde ao longo da história os jogadores paralisaram o futebol local várias vezes.
O engajamento dos argentinos é tamanho que um deles, o meia D'Alessandro, também se juntou ao grupo de jogadores brasileiros que reivindica mudanças no futebol nacional. O meia do Internacional já havia se declarado à disposição em entrevista concedida ao LANCE!Net.
A primeira greve de jogadores na Argentina ocorreu em 1931. Depois de oito dias de paralisação os atletas conseguiram a promulgação da profissionalização do futebol local. É o início da chamada "Era Profissional" e o Campeonato Argentino de fato.
Em 1944 é fundada a Futbolistas Argentinos Agremiados (FAA), entidade criada para defender o direito dos jogadores. Quatro anos depois surge a segunda greve, que foi a mais longa e durou de novembro daquele ano a maio de 1949. Os atletas conseguiram impedir a imposição de um teto salarial.
Durante a greve daquele ano vários jogadores consagrados, como Di Stéfano, Pedernera, Nestor Rossi e Sastre, deixaram o país para atuar no exterior. O destino principal foi a Colômbia, que chegou a receber 57 atletas argentinos naquele período. O Campeonato Argentino de 1948, por sua vez, não foi paralisado e acabou sendo disputado por equipes juvenis.
Em 1971 foram registradas duas greves. A primeira em março, quando os jogadores se opunham à medida que limitava em 20 o número de profissionais em cada equipe. Em novembro, a AFA tentou anular as conquistas do acordo de 1949. Depois de 18 dias de pressão os atletas conseguiram a promulgação de um novo convênio coletivo. Líder do movimento, o meia José Omar Pastoriza, do Independiente, teve de sair do país e ir defender o Monaco, da França.
Quatro anos depois os jogadores argentinos voltaram a parar por quatro dias. A greve resultou na assinatura de um novo acordo coletivo.
A série de paralisações continuou pela década de 1980. Em 1985 os jogadores Ricardo Gareca, atual técnico do Vélez, e Oscar Ruggeri receberam o apoio de seus companheiros de profissão para conseguirem suas liberações do Boca Juniors. Três anos mais e os atletas pararam por uma semana em protesto pelo fato de antes da partida entre Instituto e San Lorenzo, em Córdoba, uma bomba explodiu perto do vestiário visitante e quase custou a vida do jogador Claudio Zacarias.
Demorou um pouco mais de tempo para os jogadores argentinos voltarem a entrar em greve, no entanto fizeram isso em 1997. O motivo foi o fato do clube Deportivo Español impedir a saída de seis jogadores, que desejavam ser liberados. Foram 15 dias de paralisação e os atletas conseguiram o seu objetivo.
No fim dos anos 90, o futebol argentino ficou uma semana parado nos anos de 1998 e 1999. O motivo foi contra a crescente violência dentro dos estádios.
A última greve dos jogadores argentinos se deu em 2001, em protesto contra as dívidas que praticamente todos os clubes do país tinham com seus atletas. A Associação do Futebol Argentino (AFA) recorreu a um empréstimo com bancos internacionais para saldar a dívida de quase 50 milhões de dólares.
Fora do Brasil a pressão dos jogadores de futebol já resultou em conquistas importantes para a categoria. O maior exemplo é encontrado na vizinha Argentina, onde ao longo da história os jogadores paralisaram o futebol local várias vezes.
O engajamento dos argentinos é tamanho que um deles, o meia D'Alessandro, também se juntou ao grupo de jogadores brasileiros que reivindica mudanças no futebol nacional. O meia do Internacional já havia se declarado à disposição em entrevista concedida ao LANCE!Net.
A primeira greve de jogadores na Argentina ocorreu em 1931. Depois de oito dias de paralisação os atletas conseguiram a promulgação da profissionalização do futebol local. É o início da chamada "Era Profissional" e o Campeonato Argentino de fato.
Em 1944 é fundada a Futbolistas Argentinos Agremiados (FAA), entidade criada para defender o direito dos jogadores. Quatro anos depois surge a segunda greve, que foi a mais longa e durou de novembro daquele ano a maio de 1949. Os atletas conseguiram impedir a imposição de um teto salarial.
Durante a greve daquele ano vários jogadores consagrados, como Di Stéfano, Pedernera, Nestor Rossi e Sastre, deixaram o país para atuar no exterior. O destino principal foi a Colômbia, que chegou a receber 57 atletas argentinos naquele período. O Campeonato Argentino de 1948, por sua vez, não foi paralisado e acabou sendo disputado por equipes juvenis.
Em 1971 foram registradas duas greves. A primeira em março, quando os jogadores se opunham à medida que limitava em 20 o número de profissionais em cada equipe. Em novembro, a AFA tentou anular as conquistas do acordo de 1949. Depois de 18 dias de pressão os atletas conseguiram a promulgação de um novo convênio coletivo. Líder do movimento, o meia José Omar Pastoriza, do Independiente, teve de sair do país e ir defender o Monaco, da França.
Quatro anos depois os jogadores argentinos voltaram a parar por quatro dias. A greve resultou na assinatura de um novo acordo coletivo.
A série de paralisações continuou pela década de 1980. Em 1985 os jogadores Ricardo Gareca, atual técnico do Vélez, e Oscar Ruggeri receberam o apoio de seus companheiros de profissão para conseguirem suas liberações do Boca Juniors. Três anos mais e os atletas pararam por uma semana em protesto pelo fato de antes da partida entre Instituto e San Lorenzo, em Córdoba, uma bomba explodiu perto do vestiário visitante e quase custou a vida do jogador Claudio Zacarias.
Demorou um pouco mais de tempo para os jogadores argentinos voltarem a entrar em greve, no entanto fizeram isso em 1997. O motivo foi o fato do clube Deportivo Español impedir a saída de seis jogadores, que desejavam ser liberados. Foram 15 dias de paralisação e os atletas conseguiram o seu objetivo.
No fim dos anos 90, o futebol argentino ficou uma semana parado nos anos de 1998 e 1999. O motivo foi contra a crescente violência dentro dos estádios.
A última greve dos jogadores argentinos se deu em 2001, em protesto contra as dívidas que praticamente todos os clubes do país tinham com seus atletas. A Associação do Futebol Argentino (AFA) recorreu a um empréstimo com bancos internacionais para saldar a dívida de quase 50 milhões de dólares.
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