Muricy Ramalho e o vice-presidente de futebol do São Paulo João Paulo de Jesus Lopes, na apresentação do técnico
O São Paulo é o recordista de expulsões no Brasileiro. Seus dois últimos treinadores creditaram os resultados negativos da equipe a problemas emocionais dos jogadores. E nem assim pensa em contratar um psicólogo para trabalhar com o elenco.
"Não vejo nenhuma necessidade de colocarmos um profissional. Todo mundo está jogando com muita vontade e, por causa disso, alguns excessos acontecem. Isso é natural", afirmou o vice-presidente de futebol do clube, João Paulo de Jesus Lopes.
Segundo o dirigente, a equipe não conta com nenhum profissional da área porque nem Muricy Ramalho nem Paulo Autuori, seu antecessor no cargo de técnico, fizeram essa solicitação.
Mas a Folha apurou que um pedido de contratação nessa linha dificilmente seria aceito pela diretoria.
Um dos homens fortes do futebol são-paulino disse à reportagem que um psicólogo faria pouca diferença no desempenho dos jogadores e que o clube já dispõe de treinadores e auxiliares que são capacitados para trabalhar o lado mental dos atletas.
A última passagem de uma equipe de especialistas pelo clube deixou traumas.
Contratado em 2010, depois de tratar Adriano, Carlos Alberto e Fábio Santos, para traçar o perfil mental dos atletas e tentar melhorar o rendimento dentro de campo, o psiquiatra Franklin Ribeiro foi demitido em 2011 depois de avaliações e conflitos internos que desagradaram os principais líderes do elenco.
"O São Paulo está abalado psicologicamente. É fácil notar isso. Hoje, você vê o Rogério bater uma falta e ele atira a bola a quatro metros de altura. Um ano atrás, a bola acertava pelo menos na trave", afirmou o psiquiatra.
O cartão vermelho recebido pelo volante Denilson na vitória por 1 a 0 sobre a Ponte Preta, anteontem, insuficiente para tirar o São Paulo da zona de rebaixamento, foi o 17º do time neste ano.
Só no Brasileiro, foram oito expulsões em 20 partidas. Ou seja, quase uma a cada dois jogos. Marca maior que a de qualquer outra equipe.
E o excesso de cartões não está ligado a uma possível violência ou truculência dos jogadores, já que o São Paulo é o sétimo time que menos faltas faz no campeonato.
"A parte disciplinar é dura. Mais uma expulsão. É tudo ansiedade, chegamos atrasado nas bolas", explicou Muricy, depois da partida.
Ou seja, problemas psicológicos. Os mesmos que haviam feito Autuori dizer que o São Paulo não podia ficar atrás no placar porque se desesperava e acabava perdendo e que a ansiedade dos jogadores para afastar a crise era a maior dificuldade do time para conseguir matá-la.
Abalado e rei das expulsões, São Paulo diz não a psicólogos
Fonte Folha de S. Paulo
14 de Setembro de 2013
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