Foto: Reinaldo Canato/UOL
Na chegada do ônibus são-paulino ao Morumbi, a delegação foi recebida aos gritos de “É Muricy”. A exaltação ao técnico-ídolo explica-se pelo seu passado vitorioso com três títulos Nacionais. E foram justamente memórias desse passado que puderam ser vivenciadas, pelo menos por uma noite, no estádio. Quase como se o torcedor pudesse esquecer por um tempo a realidade da zona de rebaixamento, que é seu lugar atual.
De volta ao banco, Muricy Ramalho reviveu os 3-5-2 que lhe foram tão caraterísticos no tricampeonato. É verdade que, de início, ele deu uma disfarçada, e botou Rodrigo Caio para flutuar em uma posição entre a zaga e o meio-campo. Era o que o treinador pretendia. O que ocorreu, de fato, é que o atleta esteve a maior parte do atrás dos companheiros de defesa. E atuou muito bem por lá
Outro que evocou o passado foi o centroavante Luis Fabiano. Mais ativo, se deslocando na área constantemente, apareceu por diversas vezes para concluir a gol. No melhor estilo dos velhos tempos, conseguiu giros sobre o zagueiro para concluir. Foi em um desses lances que chutou para fazer o gol da vitória sobre a Ponte, após belo passe de Paulo Henrique Ganso.
O meia também reviveu, de uma certa forma, as atuações da época da Vila Belmiro, em que era o organizador do time santista. No Morumbi, houve oportunidades em que ele também já cumpriu esse papel, mas não tantas, por conta da irregularidade.
Esses ressurgimentos levaram ao triunfo em casa, no Morumbi cheio, algo que não tem sido rotina neste Brasileiro. Uma exceção foi a partida com o Fluminense. Era algo comum, quase rotina, naquela época do tricampeonato.
Não vamos falar aqui só de flores. Sob Muricy, o São Paulo esteve, sim, mais bem postado, um pouco mais seguro, e empurrado pela torcida. Mas ainda lhe faltam elementos para superar times mais fortes do que a Ponte Preta.
São necessários alas melhores para atuar com três zagueiros, Caramelo e Reinaldo nem foram mal, mas precisam aprimorar bastante seus cruzamentos. Para um time com o estilo Muricy, ainda há espaços em demasia na defesa, o que passou desapercebido diante da ineficiência da Ponte. Foi o que seu viu na cabeçada de Reinaldo, contra sua trave, perto do gol.
Só que há mais motivos para otimismo do que para pessimismo, como foi demonstrado pela animação da torcida durante todo o segundo tempo e ao final da partida.
Certo é que Muricy conseguiu, em um jogo, ensaiar uma cara diferente para o São Paulo, algo que Paulo Autuori não obteve em dois meses. Ainda será preciso bastante tempo para moldar essa cara, e é provável que ocorram altos e baixos nesta reconstrução. Mas, com seu novo comandante, o são-paulino tem pelo menos um norte para tentar sair da tormenta.
São Paulo volta ao passado: Muricy, três zagueiros e vitória em casa
Fonte Blog do Rodrigo Mattos
12 de Setembro de 2013
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