Antes de decidir pela mudança, Juvenal quis ouvir a opinião de Adalberto, hoje diretor secretário geral, Francisco Manssur, assessor da presidência, e Gustavio Vieira de Oliveira, diretor de futebol. Lopes não foi chamado para a reunião. Conforme o blog apurou, ele deixou clara sua insatisfação e se irritou mais ainda quando foi encarregado de comunicar a demissão a Paulo Autuori.
O vice de futebol era o único que estava no CT, por isso ficou com a incumbência de falar com Autuori. Os demais cartolas tinham se reunido no Morumbi. O descontentamento chegou a tal ponto que Juvenal temeu por um pedido de demissão de Lopes. O presidente, porém, se reuniu com o vice e contornou a situação. Seria um desastre político perder mais um aliado em plena campanha visando às eleições de abril do ano que vem.
Desde o início da noite de segunda, o blog telefona para Lopes, que não atendeu às ligações.
Ao abrir o encontro para debater a mudança no comando da equipe, Juvenal explicou que gosta de Autuori, mas que ele não fez o time reagir. E que precisava de alguém para dar tapa na mesa, chacoalhar os jogadores e capaz de conquistar o apoio da torcida. Por isso, Muricy seria a melhor opção.
A opinião dos consultados por Juvenal não foi unânime, mas ficou definida a troca. O passo seguinte foi permitir que Adalberto orientasse o diretor de futebol sobre como negociar com Muricy. Prova de que sua última declaração contra Rogério Ceni não abalou a confiança depositada pelo presidente nele. Ao Lance! Adalberto afirmou que Rogério se colocou acima do São Paulo quando disse que o clube parou no tempo.