No São Paulo, Muricy reencontra Ganso, seu 'protegido' no Santos

Armador, que ainda não engrenou no Tricolor, teve participação importante na primeira vitória do técnico pelo Peixe, contra o Cerro Porteño (PAR), e sempre elogiou o comandante

9 de Setembro de 2013
Ganso volta a trabalhar com Muricy, agora no São Paulo (Foto: Eduardo Viana/LANCE!Press)
Muricy Ramalho vai encontrar no São Paulo um elenco com a confiança quebrada e precisará “recuperar” grande parte dos jogadores. Um deles o treinador conhece muito bem, pois criou uma relação muito estreita quando comandou o Santos: Paulo Henrique Ganso, de quem Muricy é fã.
A relação começou com um agrado do ex-camisa 10 santista. Quando assumiu o clube, em 2011, Muricy tinha a missão de conduzir o time ao tricampeonato da Libertadores, mas acabou ficando em situação delicada. Foi para a quinta rodada da fase de grupos precisando vencer o Cerro Porteño fora de casa para não ser eliminado e não pôde contar com Elano, Neymar e Zé Eduardo, suspensos. Mas venceu. E adivinha quem foi o destaque? Ganso, que retornou ao time pouco antes, após se recuperar de uma grave lesão no joelho.
A partir daí, criou-se uma relação quase de pai para filho. Muricy passou todo o período em que estiveram juntos cobrando seu camisa 10 para entrar mais na área.
– Ele tem de entender que não pode viver de passes – afirmava.
Ganso reconheceu que precisava melhorar neste aspecto, crítica que também foi feita por Paulo Autuori no comando do São Paulo. O jogador está há um ano no São Paulo e ainda não justificou os cerca de R$ 24 milhões investidos pelo clube para tirá-lo do Peixe. Na época da negociação, Muricy treinava o Santos e lamentou a perda de seu camisa 10, mas disse que não daria para competir com o Tricolor. A torcida, irritada com a possibilidade de perder um de seus principais jogadores ao rival, protestou contra o jogador em uma derrota para o Bahia, na Vila. O técnico, então, defendeu o meia.
- Não é agradável, realmente é chato. O que podemos fazer é confortar o cara, ficar do lado dele, por isso nem pensei em tirá-lo. Porque isso não faço, tirar dele a responsabilidade. A torcida vem, paga ingresso e temos de passar por isso. Mas não vou virar as costas para ele - avisou.
O jogador foi embora da Vila Belmiro e Muricy ficou. O técnico, então, sofreu na busca de um novo meia e não conseguiu achá-lo até ser demitido pelo clube santista, em maio de 2013. Com o tricampeão brasileiro pelo São Paulo no mercado, crescia a pressão então sobre Ney Franco, já que a torcida clamava pela volta do ídolo. À época, Ganso defendeu o seu então comandante, sem deixar de elogiar Muricy:
- A diferença do Muricy para o Ney é que o Muricy tem um histórico de mais conquistas e tem mais tempo de carreira. O Ney ainda está no começo, tem muito a conquistar ainda e vem fazendo um bom trabalho - disse, em junho.
Foi Autuori quem veio, mas só por 17 jogos. Mais uma vez juntos, Muricy e Ganso tentam mostrar a mesma sintonia que ajudou o Santos a ser campeão da Libertadores. Com isso, e a recuperação de outros jogadores em má fase, como Osvaldo, Jadson, Luis Fabiano, os são-paulinos torcem que isto seja o suficiente para fazer o Tricolor se livrar do rebaixamento à Série B.
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