De títulos a fracassos, veja trajetórias de Muricy e São Paulo desde saída

Fonte Terra
São Paulo e Muricy Ramalho são nomes que fizeram história juntos. Entre 2006 e 2009, o treinador comandou o time tricolor e conquistou três títulos do Campeonato Brasileiro (2006, 2007 e 2008). A parceria teve fim depois de eliminação na Copa Libertadores da América de 2009, quando o Cruzeiro foi responsável por superar a equipe paulista, e tanto clube quanto treinador seguiram caminhos separados.
Desde então, quatro anos se passaram e São Paulo e Muricy experimentaram momentos de glória e fracassos. Para o clube, os melhores resultados foram o terceiro lugar na Série A de 2009, a semifinal na Copa Libertadores de 2010 e o título da Copa Sul-Americana de 2012.
Já Muricy teve momentos melhores. Com o Fluminense, foi campeão nacional em 2010. Já com o Santos, concretizou o sonho de vencer a Copa Libertadores em 2011, além de ter sido vencedor do Campeonato Paulista (2011 e 2012) e da Recopa Sul-Americana. Quatro anos depois, o treinador e o São Paulo tentarão retomar juntos a satisfação das conquistas. A missão não será das mais fáceis. O clube do Morumbi luta contra o rebaixamento, com 18 pontos somados após o final do primeiro turno do Brasileiro 2013.
O antigo comandante, Paulo Autuori, ficou apenas dois meses no cargo, tendo acumulado dez derrotas, quatro empates e apenas três vitórias, com cerca de 25% de aproveitamento.
Relembre a seguir a trajetória de Muricy e São Paulo nesses quatro anos de hiato:
Erros na reta final


Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
Sem Muricy Ramalho, o São Paulo apostou na contratação de Ricardo Gomes para o segundo semestre de 2009. O ex-zagueiro fez o time jogar de forma mais ofensiva e teve boa campanha no Campeonato Brasileiro, terminando na terceira colocação e com chances de título até a última rodada. Já Muricy assumiu o Palmeiras e, após liderar o torneio por um longo tempo, acabou perdendo até a vaga à Copa Libertadores.
Sonhos de um lado, demissão do outro

Foto: Getty Images
Novamente com vaga na Libertadores, o São Paulo sonhou com o quarto título no primeiro semestre de 2010. A torcida se animou ainda mais após a vitória sobre o Cruzeiro nas quartas de final, uma indicação que os seguidos reveses contra brasileiros teriam chegado ao fim. A equipe tricolor, entretanto, acabou eliminada pelo Inter na semifinal. Muricy, por sua vez, foi demitido do Palmeiras em fevereiro, mas seguiu ao Fluminense dois meses depois.
Crise e novo título

Foto: Getty Images
O segundo semestre de 2010 começou com uma decisão difícil para Muricy. Com Dunga demitido, a CBF queria o treinador para comandar a Seleção Brasileira. Como estava no início do trabalho no Rio de Janeiro, entretanto, recusou o convite. Já o São Paulo, sem o dispensado Ricardo Gomes, apostou em Sergio Baresi com a esperança de que repetisse nos profissionais o sucesso da base. O resultado foi pífio, e Paulo César Carpegiani acabou contratado. O São Paulo terminou o Brasileiro em nono, enquanto Muricy comemorou o quarto título nacional, agora com o Fluminense.
Do inferno ao céu
O São Paulo respaldou Carpegiani para o começo de 2011. Os resultados iniciais foram positivos, mas a equipe tropeçou em retas finais: eliminação na semifinal do Paulista e nas quartas de final da Copa do Brasil determinaram a demissão do treinador. Enquanto isso, Muricy optou por deixar o Fluminense e acabou sendo bastante bem sucedido: o treinador assumiu o Santos no mata-mata da Copa Libertadores e enfim conquistou a competição sul-americana.

Foto: Getty Images
Tristezas de fim de ano
Depois de passagem rápida e desastrosa de Adilson Batista, o São Paulo acertou com Emerson Leão com a esperança de que o treinador repetisse o bom trabalho feito entre 2004 e 2005. O técnico melhorou a produção da equipe, mas não o suficiente para uma vaga à Copa Libertadores: o time terminou o Brasileiro de 2011 na sexta colocação e, pelo segundo ano seguido, não se classificou à competição favorita da torcida.
Enquanto isso, Muricy e o Santos tinham o foco voltado à preparação para o Mundial de Clubes. O rival na final foi o poderoso Barcelona de Lionel Messi, e a partida viu uma aula de futebol dos catalães: 4 a 0 e fim do sonho do tri mundial.
Frustrações na semi

Foto: Getty Images
A semifinal foi a limite para as pretensões de glória para São Paulo e Muricy Ramalho no primeiro semestre de 2012. Com Leão, a equipe tricolor foi eliminada pelo Coritiba e não conseguiu chegar à final da Copa do Brasil. Já o Santos foi superado pelo arquirrival Corinthians na Copa Libertadores, e falhou no objetivo de alcançar a decisão por dois anos seguidos. O Campeonato Paulista foi a salvação para Muricy: a equipe do litoral conquistou o tricampeonato estadual depois de superar o próprio São Paulo... na semifinal.
São Paulo em festa

Foto: Vipcomm / Divulgação
Com Leão demitido, o São Paulo contratou Ney Franco para tentar salvar o segundo semestre de 2012. A aposta funcionou: o ex-comandante da base da Seleção Brasileira acertou o 4-2-3-1 e contou com o talento de Lucas para conquistar a Copa Sul-Americana, o primeiro título são-paulino desde o Brasileiro 2008. Na competição nacional, o resultado também foi positivo, já que a equipe tricolor foi a melhor do segundo turno e, com um quarto lugar, garantiu retorno à Libertadores. Já o Santos de Muricy fez um Brasileiro tímido, mas comemorou a conquista da Recopa sobre a Universidad de Chile, no Pacaembu.

Foto: Getty Images
Fracassos e reencontro
A torcida são-paulina se animou com a volta à Libertadores em 2013, mas a realidade foi dura: a equipe sofreu para se classificar para as oitavas de final e foi eliminada pelo Atlético-MG na fase. No Paulista, a queda foi novamente na semifinal, mas agora para o Corinthians, nos pênaltis. A equipe alvinegra foi para a decisão e conquistou o Estadual sobre o Santos de Muricy.
Como a equipe já não demonstrava o vistoso futebol de outras épocas, o próprio treinador passou a receber pressão e acabou por ser demitido. Após pausa para a Copa das Confederações, o técnico Paulo Autuori recebeu o chamado para retornar ao São Paulo depois da queda de Ney Franco. No entanto, ficou apenas dois meses.
Ameaçado cada vez mais de rebaixamento, o clube tricolor então foi buscar Muricy, parado desde a saída do Santos.

Foto: Bruno Santos / Terra
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