Foi muito superior no primeiro tempo, quando fez 2×0 e não viu o adversário chutar uma vez em gol.
O Coxa soube tirar proveito dos erros de escalação, inferioridade tática e cansaço do São Paulo.
O fato de os visitantes terem disputado o quarto jogo em oito dias sem dúvida favoreceu o time da casa.
Mas vários outros aspectos explicam a vitória.
Eis os mais relevantes.
Coxa fez a parte dele
Marquinhos Santos escalou Robinho e Vitor Jr pelos lados do sistema ofensivo.
Alex, centralizado e com liberdade para se movimentar, completou o trio encarregado de criar o lances de gol.
Keirrison, que de novo não jogou bem, foi o centroavante.
A má apresentação do comandante do ataque não atrapalhou o campeão paranaense.
O trio de criação teve muito espaço na esquerda (lado direito do sistema defensivo são-paulino), e algum pelo centro, para tabelar e entrar na área com a bola dominada.
Vitor Jr aproveitou e articulou bons lances, nas jogadas no mano a mano, contra o lateral-direito.
O Coxa até demorou para fazer 1×0. Não balançou a rede antes devido aos erros de finalização, especialmente de Vitor Jr.
Falhas que o inteligente e técnico Alex, mesmo no fim de carreira, não cometeu.
Estava muito bem posicionado, como se fosse um centroavante goleador, na jogada do 1×0 e cobrou bem a falta no outro gol.
Os erros do São Paulo
Autuori insistiu com Fabrício e novamente o desempenho do atleta foi pífio.
Com ele, o São Paulo parece ter 10 jogadores.
Ou está atuando porque tem nome, ou devido ao fato de ser da turma que manda e desmanda no CT da Barra Funda, ou por causa da experiência…
Não pode ser graças ao que vem mostrando em campo. Não protege o lateral, não fecha espaços pelo meio, é inoperante quando apoia, e sua recuperação é lenta…
Por isso Paulo Miranda e Wellington ficaram sobrecarregados.
Wellington teve que ajudar Reinaldo na esquerda, se desdobrar, pelo centro, na entrada da área, para marcar praticamente sozinho e ainda, quando possível, tentou quebrar o galho de Paulo Miranda ao ajudá-lo.
Em suma, precisou fazer o trabalho dele e o de Fabrício.
Obviamente, não conseguiu o tempo todo, ainda mais depois da maratona futebolística durante a semana.
Outra situação curiosa foi a do posicionamento do São Paulo.
Se propôs a marcar bem atrás, forçar os avanços do Coritiba e usar o espaço para contra-atacar. A ideia até seria interessante se houvesse atletas de velocidade para os contragolpes.
O único escalado foi Aloísio, o melhor do time no confronto.
Lucas Evangelista, que poderia fazer o mesmo, precisou recuar e ajudar bastante o sistema defensivo. Ganso, apagado, e até Luis Fabiano, precisaram voltar para marcar.
Tarde demais
Autuori voltou do intervalo com Maicon e Osvaldo nos lugares de Fabrício e Paulo Miranda.
Bastava ter começado com os dois.
Isso não seria garantia de resultado diferente, mas aumentaria as possibilidade de acertar contra-ataques e de melhorar o toque de bola no meio.
De qualquer forma a alteração foi tardia, pois o São Paulo precisava atacar. Não tinha mais a chance de contragolpear.
O Coritiba abriu mão de posse de bola, permitiu que os visitantes trocassem passes no meio, e investiu nos contra-ataques.
O São Paulo chegou mais vezes na frente, assustou Vanderlei no chute de Maicon no travessão e fez o goleiro trabalhar um pouco.
O Coxa falhou nos contragolpes, apesar de ter muito espaço.
Justo
Discordo da expulsão Osvaldo. Foi lance para cartão amarelo..
Esse foi o único grande erro de Alício pena Jr.
E naquele momento o time de Autuori não tinha força física e mental para reagir.
O árbitro acertou quando mostrou apenas o amarelo na falta dura de Escudero no primeiro tempo e ao não soprar as penalidades pedidas pelas duas equipes.
Se apitasse a de Rodrigo Caio em Alex, eu também não escreveria que errou. A jogada foi interpretativa.
Resultado justo.

Imagens de Rubens Chiri/saopaulofc.net