Ney Franco tem pedido à diretoria do São Paulo a permanência de Denilson e Luis Fabiano. Tanto publicamente, nos microfones, como nas reuniões com os dirigentes. A dupla, no entanto, ainda não sabe qual camisa vestirá no segundo semestre deste ano. Denilson rompeu com o Arsenal, está a vinte dias do fim de seu contrato e ainda não tem proposta para ficar. Luis Fabiano se irritou pelo fato de o terem colocado à venda publicamente e vê a diretoria forçar sua saída. O atacante não queria ir embora, mas já admite deixar o clube, mesmo que contrariado. Ora, se a diretoria mantém Ney no cargo, mesmo com toda a pressão, por que não atender estes dois pedidos simples? Prova de fraqueza do técnico ou despreparo dos dirigentes?
Se a diretoria não atende um técnico que pede a simples permanência de dois de seus principais titulares, não há autonomia para o treinador trabalhar. Se as saídas de Denilson e Luis Fabiano se concretizarem, só serão novas ilustrações de que Ney Franco é o menos culpado pelos recentes fracassos do São Paulo. Ney escala o time que tem, e não pediu a maioria das contratações que chegaram recentemente ao São Paulo.
Ney Franco passou meses pedindo um ponta direita após a saída de Lucas para o Paris Saint-Germain. O clube ganhou mais de R$ 80 milhões com o ex-camisa 7 e não deu qualquer opção para que o técnico mantivesse seu 4-2-3-1. Na Libertadores, Douglas virou ponta direita por falta de opção no setor ofensivo. Não é culpa de Ney que o jogador foi mal. Muito menos de Douglas. Foi apenas a exposição de que o São Paulo, hexacampeão brasileiro, tri da Libertores e trimundial, não tem uma fração do preparo e planejamento que tinha até alguns anos depois da glória contra o Liverpool no Japão.
A diretoria não atende o técnico, mas não o demite. Ney assumiu o São Paulo em julho do ano passado, foi campeão do segundo turno do Brasileirão e deu ao clube o troféu da Copa Sul-Americana. Um 2012 impecável, por mais irregular e dependente de Lucas que a equipe tenha sido, mas com objetivos cumpridos. Em 2013, houve, sim, falhas. No esquema de Ney, Jadson e Ganso não cabiam. Ele teve de fazer caber. Tentou, desistiu, tentou, desistiu… Quando deu certo já era tarde demais. A má campanha na Libertadores fez com que o São Paulo tivesse que enfrentar o quase imbatível Atlético-MG de Cuca, que venceu por merecimento, como admitiu o treinador são-paulino.
No Morumbi, no entanto, o torcedor pede Muricy. Pode ser, sim, que Muricy tivesse conseguido mais sucesso do que Ney Franco se fosse o treinador do São Paulo desde o início do ano. Mas Muricy, Mano Menezes, Paulo Autuori, José Mourinho ou Alex Ferguson seriam invariavelmente restringidos por Juvenal Juvêncio. Nesse São Paulo, o treinador é acorrentado e não tem autonomia. Um dos cenários mais infernais para se trabalhar.
As amarras de Ney Franco. E a âncora…
por Guilherme Palenzuela
Fonte Lancenet
9 de Junho de 2013
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