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Ex-zagueiro do São Paulo trabalha em projeto de lei voltado para organizadas: "Nem todos são vândalos"

Diferente de muitos ex-atletas, que buscam se qualificar como treinadores após encerrar a carreira, Edcarlos tomou um caminho diferente. Focado na área de gestão do futebol, o ex-zagueiro multicampeão com o São Paulo ocupa hoje o cargo de coordenador-geral de Defesa dos Direitos do Torcedor, no Ministério dos Esportes.

Com foco em projetos sociais, o agora gestor trabalha especificamente em um Projeto de Lei que visa atacar um problema grave do futebol brasileiro: episódios de violência com torcidas organizadas.

Ex-zagueiro Edcarlos durante passagem por Teresina — Foto: Ascom OAB-PI

Ex-zagueiro Edcarlos durante passagem por Teresina — Foto: Ascom OAB-PI

Edcarlos esteve de passagem por Teresina participando de um congresso sobre Esporte Inclusivo e estratégias de financiamento de projetos esportivos, oportunidade em que conversou com o ge . Hoje gestor no Ministério dos Esportes, o ex-zagueiro comentou sobre uma das iniciativas em que está envolvido diretamente: um projeto de lei que acrescente artigos na Lei Geral dos Esportes visando promover uma participação saudável das torcidas organizadas nos jogos de futebol.

Diferente da visão de muitos, Edcarlos busca destacar aspectos positivos das torcidas organizadas, tanto em relação ao espetáculo nas arquibancadas como no incentivo esportivo e em projetos sociais feitos pelas torcidas. Atuando como um elo de ligação entre os torcedores e o poder público, o agora gestor não se omite sobre os episódios de violência que geram preocupação durante os dias de jogo, mas busca uma forma de combater o problema reforçando aspectos positivos.

- Estamos trabalhando para fazer uma intermediação entre o poder público e as torcidas. Futebol é um espetáculo lindo que move todo mundo, mas a violência que acontece nos estádios tem que acabar. Quando falamos em direito do torcedor e das torcidas organizadas, não é compactuando com os agressores. Como Ministério, não temos o poder de punir ou absolver, mas temos o poder de intermediar e fazer o trabalho de conscientização – afirmou.
Edcarlos cita a contribuição das organizadas para o espetáculo no futebol — Foto: Vica Bueno/CNMD

Edcarlos cita a contribuição das organizadas para o espetáculo no futebol — Foto: Vica Bueno/CNMD

- Nem todos da torcida organizada são vândalos. Podemos mostrar para o poder público e para o ministério público a importância da torcida organizada. Nos cânticos, como fonte de renda. Como em todo grupo, vai ter aquelas laranjas podres, e essas pessoas sim tem que ser punidas. Eles (torcidas) fazem trabalhos sociais, um trabalho bacana, mas é pouco visto. A repercussão do negativo é muito maior porque a violência choca a sociedade – completou.

Atualmente, o projeto de lei está em fase de construção com diferentes personagens envolvidos na questão: o Ministério dos Esportes, o Ministério Público e as próprias torcidas organizadas. Para Edcarlos este diálogo será a chave para um projeto de lei que agrade aos torcedores e à sociedade em geral.

- Estamos estudando um projeto de lei, fazendo audiências públicas junto com o Ministério Público e as torcidas organizadas para chegar em um denominador comum. É uma das coisas que temos brigado bastante, para trazer as torcidas organizadas para participar dessa discussão, os seus representantes. Para terem voz e falar também aquilo em que se sentem menosprezados ou discriminados. Está em construção algo que seja benéfico para todos – comentou.
Briga Organizadas Gama e Brasiliense — Foto: Reprodução/TV Globo

Briga Organizadas Gama e Brasiliense — Foto: Reprodução/TV Globo

Sem entrar em detalhes, Edcarlos aponta algumas das suas visões sobre o que pode ser regulamentado. Segundo ele, em casos de episódios de violência, é importante punir as condutas individuais ao invés da torcida como um todo, e a atenção do poder público deve estar voltada para o entorno dos estádios em dia de jogo.

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- Muitas vezes querem punir o CNPJ da torcida organizada e não o indivíduo. É detectar o indivíduo e punir aquele indivíduo, seja com processo, como seja. Estamos revisando como é o funcionamento do em torno do estádio, não só dentro do estádio, que acredito que melhorou bastante. A nossa preocupação maior hoje é o em torno, a saídas das sedes até o estádio e a volta – finalizou.

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Embora não haja um prazo oficial previsto para apresentação desse projeto de lei, a expectativa é que esta fase do trabalho seja concluída até o fim do ano.


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