Apesar dos R$ 7 milhões de superávit, o resultado financeiro do São Paulo na temporada passada causou preocupações importantes em alguns dos membros do Conselho Deliberativo do Tricolor. É que vários dados, como sócio-torcedor e licenciamentos, pioraram na comparação com o ano anterior.
As dívidas, por exemplo, se mantiveram em R$ 440 milhões, sendo que as pendências bancárias aumentaram em R$ 6 milhões na comparação com 2017, saltando para R$ 82 milhões.
Já a receita com o departamento de marketing mais uma vez despencou. Foram arrecadados R$ 34 milhões, que equivalem a apenas 40% do faturamento do ano anterior. Na era do tricampeonato brasileiro, de 2006 a 2008, a terceira maior receita tricolor vinha do marketing.
Apesar de ter liderado o Campeonato Brasileiro durante parte do primeiro turno, o São Paulo não conseguiu aumentar seu número de sócios-torcedores. Pelo contrário. O programa teve uma perda de R$ 3 milhões de reais ao longo de 2018, ou seja, 28% de associados abandonaram o sócio-torcedor. Ainda houve queda com licenciamento de outros 4 milhões de reais.
Foi a venda de jogadores que salvou os números são-paulinos. Tudo porque o Tricolor arrecadou cerca de R$ 130 milhões, líquidos, com transferências. Militão, Petros, Cueva e Cipriano ajudaram a explicar essas altas cifras, decisivas para a receita total do São Paulo de R$ 410 milhões na temporada.
Importante: nos últimos cinco anos, o Tricolor arrecadou pouco mais de 600 milhões de reais com a venda de atletas, com uma média de 120 milhões por temporada.
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