Muricy Ramalho pede para os Dirigentes tirar o Dagoberto do São Paulo
SÃO PAULO - A dificuldade que o São Paulo está encontrando para renovar o contrato do atacante Dagoberto fez Muricy Ramalho pedir aos dirigentes do Santos que procurem o atacante para tentar trazê-lo para o time da Vila. O vínculo com a equipe tricolor vai acabar em abril do ano que vem, mas já em novembro ele já poderá assinar um pré-contrato para se transferir para outro clube.
Autor de um golaço no clássico com o Palmeiras, o atacante retomou as negociações com a diretoria para continuar no Morumbi em 2012 e seu empresário se disse otimista com relação à permanência do jogador.
'Está avançando e gostei bastante do que ouvi. Mas ainda não há uma oferta concreta', garantiu Marcos Malaquias, após reunir-se com o diretor de futebol, Adalberto Batista. Caso não haja acordo, Dagoberto poderá assinar pré-contrato com outro clube a partir do fim de outubro.
Artilheiro do time na temporada (18 gols) e jogador com maior número de assistências no elenco (14), Dagoberto não abre mão de oferta equivalente ao que ganharia se fosse atuar no futebol europeu. 'Tem de ser uma valorização como sempre cobrei, mas as portas estão abertas. As negociações estavam estagnadas. Se tivesse aparecido uma boa proposta do clube antes, as coisas já poderiam estar resolvidas.'
No início do ano, Dagoberto providenciou cidadania italiana e deu boa indicação de que não seguiria no clube. Nesta segunda-feira, ele admitiu mudar de ideia, mas disse que não há nada garantido. 'Tenho contrato até o dia 19 de abril com o São Paulo. Fiz acordo de cinco anos e estou cumprindo.'
O bom momento no time do Morumbi já faz o atacante sonhar com voos mais altos: ele revelou que sonha com a possibilidade de ser chamado por Mano Menezes em futuras convocações da seleção brasileira. 'Estou passando por um momento muito bom e penso em seleção. Mas, por enquanto, estou vivendo a minha realidade aqui no São Paulo.'
Críticas. A boa fase em campo dá confiança a Dagoberto para falar o que pensa sobre a equipe. Após o clássico, o atacante disse que faltou inteligência à defesa, que cometeu muitas faltas e facilitou as jogadas de bola parada palmeirense, com Marcos Assunção. Ele afirmou que a entrada de Fernandinho ao ataque diminuiu seu isolamento à frente.
'O ataque estava sobrecarregado. Às vezes, eu estava sozinho e tinha três zagueiros ao redor', disse. 'Quanto mais gente perto, mais facilita o nosso trabalho.'
Os dois formavam a dupla titular nos tempos de Paulo César Carpegiani, mas, com Adílson Batista, Fernandinho perdeu a vaga. A reedição da dupla, porém, não deve durar: contra o Ceará, Lucas voltará a ser o companheiro de Dagoberto.
(Com informações da coluna 'Em Off', do Jornal da Tarde)
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