O "campeonato tirano" e o calendário suicida que preocupam o Patón
Após perder mais um jogador titular por lesão na noite de ontem (Kelvin), o técnico Edgardo Bauza mais uma vez se demonstrou visivelmente incomodado com as seguidas lesões que ocorrem devido ao número excessivo de jogos existentes no calendário nacional. Com um "time que se está completo dá trabalho para os rivais" e com peças de reposição não tão qualificadas quanto as do onze ideal, o treinador declarou-se preocupado em tentar recuperar o quanto antes os jogadores (os considerados titulares Hudson e Mena, bem como as opções Wesley e Carlinhos) para o fatídico confronto contra o Atlético Nacional de Medellin no dia 06 de julho.
A preocupação dele faz todo o sentido. Um clube como o SPFC deve sempre brigar por todos os títulos que disputa, o que ele mesmo tem consciência e declara. No entanto, com um elenco limitado e com um volume de jogos tão grande, até que ponto pode se cobrar o time brigar por um título que possui "uma final a cada jogo"?
O São Paulo é o segundo clube que mais jogou na temporada, com 38 jogos, dois jogos a menos do que o Atlético MG, que possui (40). Coincidentemente, ambos os clubes sofreram com o número de desfalques por lesão muscular recentemente, tendo o time mineiro perdendo pontos importantes na reta inicial do Campeonato Brasileiro. Também é importante ressaltar o nível dos campeonatos que os dois clubes jogavam, uma vez que o Campeonato Mineiro há um nível técnico menor do que o Campeonato Paulista, logo o desgaste com as partidas do estadual por parte do SPFC foi bem maior do que o Atlético.
Já o time com peças de reposição (time e elenco do mesmo nível, mediano) é o líder isolado do torneio e teve um número menor de jogos (33), motivado muito por conta da pífia campanha na Taça Libertadores da América.
Qual clube ganhou o torneio continental e o Campeonato Brasileiro no mesmo ano desde 2003? Nenhum. O inflado calendário brasileiro deixa claro o porque disso nunca ter ocorrido e o quão difícil é o SPFC alcançar este feito inédito, que sem um elenco em que as peças de reposição sejam do mesmo nível que as titulares, torna-se ainda mais improvável.
O desgaste é natural e continuará ocorrendo, pois o calendário é implacável (número de jogos e a não interrupção vergonhosa do Campeonato Brasileiro para a Copa América). A preocupação com os lesionados, também. Culpa deste calendário descabido e da falta de reposição no mesmo nível, que pela situação financeira do clube no inicio do ano é algo compreensível (a janela reabriu, jogadores poderiam ser contratados, mas tem a situação do Maicon, etc., etc., assunto para um outro tópico). No entanto, sem elenco, brigar por tudo não é fácil e algo que, mesmo sendo de difícil compreensão, poderá ocorrer.
- Nova joia: Atleta de 15 anos do São Paulo se destaca no sub-17
- São Paulo tem 5 dias para quitar dívida milionária e evitar transfer ban
- São Paulo encaminha acordo por Djhordney e afasta novo transfer ban
- Dorival testa Artur como "novo camisa 10" em treino na pausa

Notícias
Faz quantos pontos? São Paulo terá sequência intensa com seis duelos difíceis
São Paulo evita transfer ban e regula dívida por Djhordney com Novorizontino
São Paulo mantém seis jogadores do título inédito da Copa do Brasil
São Paulo perde 2 titulares e tem dúvidas na escalação do clássico
Lesões no São Paulo: Apenas dois reforços da janela do meio de ano não foram ao DM
São Paulo integra garotos de Cotia ao CT para suprir baixas no elenco
Árbitro definido: Saiba quem vai apitar o clássico entre São Paulo e Santos
São Paulo parcela dívida por Djhordney e garante regularização
Preparação iniciada: São Paulo intensifica treinos para clássico contra o Santos no Morumbis
São Paulo se distancia da zona de rebaixamento e sonha com Libertadores
São Paulo enfrenta desfalques críticos e busca recuperação durante pausa para Data FIFA
Rookie Blue: os atores que deram vida aos policiais de Toronto
A naturalização de Calleri pode gerar vaga valiosa no elenco do São Paulo até 2030
São Paulo intensifica treinos físicos e táticos visando clássico
Mudança de impacto: CBF limita a cinco o número de estrangeiros no elenco