Nomes Derrotados
Começo fazendo uma pergunta:
Qual elenco, no papel, tem mais grandes nomes no campeonato brasileiro?
Os líderes do campeonato mal possuem jogares com passagem em seleção ou gigantes europeus.
Já o São Paulo Futebol Clube possui nomes como Rogério Ceni, Ganso (que já foi considerado a maior promessa do futebol brasileiro junto com Neymar), Alexandre Pato, Luis Fabiano (titular do Brasil numa copa), Michel Bastos (idem).
Oras, esse time do São Paulo deve ser muito bom, com esses grandes NOMES.
Pois é amigo, não é bem assim.
Hoje, os nomes desses jogadores são infinitamente maiores que seu futebol, mas como assim?
Começando por Rogério Ceni:
É o maior ídolo da história do São Paulo e merece todo respeito do mundo.
É titular absoluto de se jogar todas as partidas da temporada?
Hoje, não. Renan Ribeiro mostrou estar jogando muito melhor.
Sua experiência e liderança são importantes? Até certo ponto. Não é possível ver um efeito dessa liderança na defesa.
O maior problema com Rogério é a vaidade. Não quer largar o osso até sair como campeão, e como protagonista. Não aceita a reserva, não faz parte de rodízios.
Apenas isso.
Em segundo lugar, Michel Bastos
Jogador que saiu em baixa da Europa, não se adaptou ao mundo árabe.
Sem o dinheiro árabe e sem o glamour de se jogar na Europa, voltou a terra natal. Aqui pelo menos seria considerado craque de bola. Foi o que restou a Michel. E é pelo que luta dentro de campo, ser o melhor jogador do time. Parece bom para o time, porém não é. Para ser o melhor, não quer atuar na lateral esquerda, posição mais carente do elenco. Para ser o melhor, é fominha. Para ser o melhor, critica os companheiros em pleno jogo.
Então temos o Ganso
O jogador era considerado a maior promessa do futebol brasileiro junto a Neymar. Viu seu amigo se transferir para um gigante europeu, ganhar rios de dinheiro, ser considerado o único craque restante no Brasil.
Enquanto isso, Ganso está "apenas" num clube "medíocre" chamado SÃO PAULO.
E aí que está o problema. Ganso não tem a vaidade que tem Rogério e Michel, pelo contrário, Ganso é um jogador frustrado, extremamente pessimista.
Ao invés de pensar que superou uma lesão gravíssima, que está num dos maiores clubes do mundo, e que ainda e jovem e tem potencial, Ganso joga como um fracassado. Com desgosto. Pensando que poderia estar no Barcelona ganhando milhões junto com o amigo Neymar. Tudo que poderia ser, e não foi. Assinou seu atestado de derrotado ao se interessar por uma transferência ao futebol americano, onde basicamente jogam ex-jogadores reciclados da Europa e promessas que não deram certo.
Ganso não queria estar no SPFC e sim na Europa e na seleção, porém não luta pra isso, já se deu como vencido.
E pra amenizar a dor dessa vergonha, também diminui seus companheiros, principalmente os com mais potencial. É constante vê lo criticando cada passo de Centurión, e também houve o episódio em que expôs Lucão.
Luis Fabiano voltou como herói, por menos dinheiro e menos glamour do que um clube europeu poderia oferecer. Porém foi mais um vilão dentro e fora de campo. Lesões, rusgase suspensões infantis. Fabuloso viu sua relação de amor com a torcida ser aos poucos desgastada. Joga como tal. Parece fim de namoro, e dos que acabam mal, e Fabiano sabe disso. Tanto que quase escapou com "outra". Luis Fabiano é o símbolo do clima tenso no vestiário.
Já Alexandre Pato. Esse é talvez o mais "inocente", assim como Osório. Ainda acredita em um dia voltar a seleção e a Europa, por isso voltou a jogar bem, porém nem é do São Paulo nem liga muito para o time, usa-o apenas de vitrine. Um caso menos pior, como o de Rogério e Michel, que pelo menos tentam demonstrar um bom futebol individualmente, enquanto Luis e Ganso apenas esperam vegetando suas aposentadorias chegarem.
O clima de derrota e fracasso contamina todos os jogadores,e quando tomamos um gol, esse sentimento vem a tona, só falta chorar no meio da partida.
Esse é o principal problema do time do São Paulo.
Um time de jogadores que já entram derrotados, que não queriam estar onde estão, e não tem como melhorar.
Aí que eu proponho: retiremos quem não quer estar aqui.
Vamos ter jogadores que o Sport tem:
Jogadores que querem FAZER seu nome. Que querem crescer, que querem ganhar, fazer história, ir para a Europa, para a seleção. Não precisamos de jogadores que amem o clube, Neymar nunca disse que o Barça era seu clube do coração. Precisamos de profissionais, de competidores, de guerreiros, de pessoas que acreditem no seu potencial e queiram subir na vida, que sejam bons de grupo, humildes, líderes, respeitosos, tudo que os nossos jogadores principais não são.
Quem é assim é nosso técnico, nossos estrangeiros Centurión, Álvaro, Osório, nossos grandes jogadores Kaká, Lucas, Hernanes, Miranda. Jogadores que construíram seus nomes aqui, e não que chegaram por causa deles.
Cabe ao São Paulo saber escolher jogadores com potencial para serem gigantes, como foi feito em 2005.
E não jogadores que vem para cá como sua última opção, como em 2015.
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