Debate: Ganso, DIS e o Novo Regulamento de Registros e Transferencias de Atletas - Por Airnani
Gostaria aqui de abrir um debate, tendo em vista que temos alguns advogados no forum, para entender melhor o NOVO REGULAMENTO DE TRANSFERÊNCIAS, (http://cdn.cbf.com.br/content/201503/20150319143412_0.pdf ), que entrou em vigor desde 01/05/2015, onde diz que só clubes poderão ter direitos econômicos dos jogadores. Empresários, investidores e os próprios jogadores estão proibidos de ter percentuais. Isso deve, em um futuro próximo, acabar com os "jogadores fatiados".
Isso não significa que o passe de jogadores como Ganso (68% da DIS), Denilson (60%), Souza (65%), Hudson (80%), Paulo Miranda (60%), Boschilla (50%), Toloi (75%) não é mais dividida em várias fatias. Todos os contratos assinados de 2014 para trás seguem inalterados, ou seja, os clubes seguirão devendo para os investidores que o ajudaram a assinar com os atletas. NENHUM DESSES ACORDOS ANTIGOS, PORÉM, PODERÃO SER RENOVADOS OU PRORROGADOS.
Confesso que estranhei, quando o Santos propos o empréstimo de Ganso. Mas, talvez, seja porque o jogador tem contrato com o São Paulo até 2017. E nesse contrato que é anterior a 2014, a DIS continua com 68% dos direitos econômicos de Ganso.
Mas, no caso do Flamengo, eles não podem comprar apenas os 32% que pertencem ao São Paulo, uma vez que nessa nova transação já entraria no novo regulamento, e somente o clube pode ser dono dos direitos economicos.
Então, minha dúvida é: O Flamengo não pode comprar apenas os 32% que pertencem ao São Paulo.
A Não ser que a DIS, faça como o conselheiro do São Paulo, que emprestou dinheiro ao São Paulo, e receberá juros, por esse empréstimo.
Talvez assim, eles possam pelo menos recuperar o dinheiro investido.
Mas, também não sei se isso é legal.
No caso de empréstimo, como proposto pelo Santos, Ganso continuaria sendo 68% da DIS, uma vez que o contrato de 2012 com o São Paulo continuaria em vigor até 2017.
Enfim, a verdade é para o São Paulo, o melhor que pode acontecer, no caso dos jogadores fatiados, inclusive Ganso, é esperar o contrato vigente terminar, e oferecer um novo contrato aos jogadores em que nós seriamos os únicos donos do jogador.
E tem mais. Ganso tem um salário que é menos da metade de Pato, Rogerio Ceni e Luis Fabiano.
Se por ventura, ele quiser renovar e pedir aumento, a DIS perde seus 68% (ou não...quem puder tirar essa dúvida....), pois seria um novo contrato, e no novo contrato só o clube pode ser dono de seus direitos economicos.
E acho que Aidar esta correto. Não emprestaremos, e para ele sair, terão que pagar a multa estabelecida.
Ganso não é inegociável, mas não temos que vender por menos que pagamos, e a DIS sabe disso.
Além de Ganso, acredito que muitos investidores irão forçar nessa próxima janela do futebol europeu, vender seus jogadores, principalmente aqueles que os contratos terminar em 2016.
Lucas Lima por exemplo, é apenas 10% do Santos!
Por outro lado, acho que o rodízio de Osorio será benéfico nesse sentido. Temos que depender cada vez menos de jogadores fatiados, pois por essa pressão dos investidores de recuperarem o investimento, os jogadores passaram a ficar muito mais individualistas, para aparecerem, serem vendidos, e trazer retorno a empresários que investiram.
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