Perfil de Trabalho de Alejandro Sabella
Perfil de trabalho do treinador Alejandro Sabella
1 - Sabella procura preparar taticamente a equipe para que esta mantenha suas “linhas” aproximadas (seja qual for o esquema tático), compactando o time, facitando o jogo associado quando de posse da bola, e a recomposição defensiva (“linhas cerradas”), quando atacado. Marcação adiantada, exercendo pressão sobre o adversário lá dentro da intermediária defensiva do oponente.
2 - Busca pela posse de bola para ditar o ritmo da partida, priorizando jogadas no máximo a dois toques – munidas de frieza e paciência (à sua imagem e semelhança) – fazendo a pelota girar pelos dois lados do campo, ganhando terreno e buscando abrir o bloqueio rival, para concluir a trama ofensiva de forma, objetiva, contundente.
3 - Trabalhar jogadas ensaiadas para aproveitar ao máximo as oportunidades ofensivas nas “bolas paradas”, utilizando muito a participação dos zagueiros neste tipo de lance.
“La pelota parada es un recurso, no una forma de juego. Es trabajo,
no casualidad.” (Verón)
4 - Apesar de ter sido um enganche, Sabella considera que este tipo de jogador só deve ser titular se realmente for um diferenciado, e explica o porque:
“Tenho inclinação para desenvolver o potencial dos jogadores. O enganche deve ser desequilibrante, pois se ao utilizá-lo sacrifico a potencialidade do restante da equipe, prefiro não tê-lo no time”.
4.1 - Sabella é admirador confesso de Juan Román Riquelme, porém se tivesse que escolher entre o camisa 10 do Boca Juniors, e Juan Sebastian Verón, La Brujita seria o eleito, pois segundo o treinador, Verón é um jogador mais completo.
4.2 - Sabella destaca que o camisa 10 clássico (enganche), homem de criação posicionado a partir do meio da intermediária oposta, por dentro da cancha, passou a encontrar dificuldade para fluir seu futebol na medida em que as equipes passaram a escalar desde as divisões de base, o chamado ‘doble 5' – dupla de volantes por dentro do campo – provocando uma redução no espaço de criação deste ’10 clássico’, com um volante central dando combate, e o outro volante central, na sobra.
4.3 - Sabella considera que o lugar de um ‘camisa 10 clássico’ pode ser ocupado em um equipe, por “meias externos” (posicionados pelos lados do campo), que saibam executar diagonais.
Naquele Estudiantes campeão da Libertadores 2009, organizado no 4-4-2, Enzo Pérez, e Leandro Benítez, foram os “meias externos” de Sabella.
4.4 - Quando perguntado sobre o porque Lionel Messi rende mais no Barcelona do que na seleção argentina, Sabella respondeu que na equipe catalã, Messi joga em um sistema já memorizado, o que permite potencializar o jogo coletivo, e que na seleção argentina, a falta de tempo para treinamentos prejudica o rendimento de ‘La Pulga’, e do jogo associado.
5 - A preleção de Sabella dura entre 15 e 20 minutos, e o treinador a ministra ainda na concentração. Depois acrescenta algumas palavras no vestiário, recordando a tática elaborada para o jogo, e o que foi trabalhado nos treinamentos referente as situações de bola parada. Por fim, Sabella relembra conceitos de equilíbrio emocional, solidarieda e jogo em equipe, e encerra o papo com os jogadores, com um tema motivacional.
6 - “Eu não tenho predileção por nenhum esquema tático em particular. Qualquer esquema pode ser bom, e isso depende dos jogadores que o treinador tem a sua disposição. Este Estudiantes (campeão do Apertura 2010) foi diferente do anterior.Porém, independentemente de maior ou menor brilho, é uma equipe que respeita a bola(…)foi a segunda equipe em número de gols marcados, e a que menos levou gol no campeonato”.
” O objetivo é buscar ter a posse de bola, seja qual for o esquema tático aplicado”.
“Temos jogado com diferentes sistemas táticos; com um camisa 9 ou sem um camisa 9; com quatro ou três atrás. Apenas o que muda é a forma. O principal é o respeito a bola”.
(Alejandro Sabella)
7 - Nas entrevistas coletivas concedidas como treinador do Estudiantes de La Plata, Alejandro Sabella demonstrou um grande respeito e conhecimento sobre todos os seus adversários, fossem eles os tradicionais e ‘grandes’, Nacional do Uruguai, Cruzeiro de Belo Horizonte, Boca Juniors, Vélez Sarsfield, Internacional de Porto Alegre, ou o fraquíssimo time mexicano, San Luis F.C.
Sabella gosta de organizar a sua equipe de acordo com o estudo prévio que faz sobre os rivais, e dependendo do mando de campo.
A partir desta premissa, podemos imaginar uma seleção argentina que buscará apresentar a partir de agora, uma “cara de time”, de trabalho coletivo, ao invés da aposta no individualismo, que acabou gerando uma pressão extra sobre Lionel Messi, e se mostrou ineficaz, durante e após a Copa do mundo de 2010.
8 - Na hora de opinar sobre quem é o melhor técnico argentino, Sabella confessa sua admiração por Marcelo Bielsa.
Isso e muito mais sobre Alejandro Sabella em: http://globoesporte.globo.com/platb/futebolargentino/2011/08/01/conheca-alejandro-sabella-novo-treinador-da-selecao-argentina/
- Wendell pode deixar o São Paulo e voltar ao Grêmio em meio a reestruturação financeira do Tricolor
- Vasco pode envolver Brenner e Hinestroza para tentar tirar Luciano do São Paulo
- Luciano no Vasco? Ferreirinha por Artur? São Paulo tem novidades surpreendentes!
- São Paulo tem dois jogadores convocados pela Seleção Brasileira; veja quem são

Notícias
Luta contra a depressão: saindo do SPFC, meia revela problemas com alcool e depressão
Gabriel Sara brilha com duas assistências em goleada e alcança marca histórica na Europa
Danilo revela por que o São Paulo não o contratou e acabou indo para o Corinthians
Dorival Jr. vê potencial em ataque com trio que não jogava junto há sete meses, mas alerta sobre defesa
Futuro incerto: Lucas pode dar adeus ao São Paulo com chegada das eleições
Cria de Cotia, Juan Santos surpreende na Europa, marca 6 gols em 9 jogos e chama atenção do mercado
Djhordney e Pedro Ferreira iluminam caminho do São Paulo na Seleção Sub-20
São Paulo mira recuperação em clássico contra o Corinthians com retornos decisivos
Definição sobre futuro de Lucas no São Paulo depende da nova presidência
Vasco mira Luciano, e futuro do atacante no São Paulo pode ser decidido após eleição
Abel detona gramado da Vila Belmiro e acende alerta para São Paulo x Corinthians
Reforços no ataque? Ferreirinha e Artur podem ser surpresa contra o Corinthians
Volta por cima no clássico? São Paulo busca vitória após revés contra Bahia
Reforço milionário? Botafogo faz pedida e Artur ainda vê seu futuro no São Paulo
Mudança no comando: Eleições para presidência do São Paulo se aproximam