Os inimigos íntimos de Muricy Ramalho no São Paulo em crise - PVC
Muita gente acha que quem mina o trabalho de Muricy Ramalho no São Paulo é João Paulo de Jesus Lopes ou Carlos Augusto de Barros e Silva, dirigentes da primeira passagem do técnico pelo Morumbi.
Nem um nem outro.
Muricy também já sabe que o presidente Carlos Miguel Aidar concorda com a decisão do vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, e pretende mantê-lo no cargo até o final de seu contrato.
Mas todo mundo vê que há algo estranho quando a torcida uniformizada faz protestos constantes ora contra a direção de futebol, ora contra técnico e jogadores, ora contra o preço dos ingressos.
Neste caso, há no mínimo uma falha de marketing.
Depois da vitória sobre o Danúbio pela Libertadores com o menor público do Tricolor no torneio continental desde a primeira fase de 1992, a torcida uniformizada protestou contra o pagamento de R$ 120 pelo bilhete mais barato.
A resposta do então diretor de marketing, Ruy Barbosa, foi de que o preço mais barato é bem menor do que R$ 120. São R$ 40 para sócios torcedores.
De novo aqui fica a ressalva: ninguém tem obrigação de aderir aos programas de sócios-torcedores, mas todos têm o direito de serem informados sobre todas as condições para comprar ingressos.
Se é caro ou barato é outro problema.
Ruy Barbosa perdeu o cargo de diretor de marketing.
A torcida segue protestanto contra a qualidade do futebol do time, que de fato tem sido sofrível. Protesta também contra técnico e jogadores, apesar de o time estar classificado para as finais do Paulistão e bem classificado na Libertadores. Não há razão para o protesto do tamanho que houve na segunda-feira à tarde em frente ao Centro de Treinamento.
Sobre o preço dos ingressos, o departamento de marketing, conduzido pelo vice-presidente Douglas Schwartzmann, bem que poderia ajudar. No mínimo reforçando que a torcida uniformizada não paga — ou não deveria pagar — R$ 120. Se são os mais presentes poderiam ser também os primeiros a aderir ao programa de sócio-torcedor, como fizeram muitos uniformizados de Palmeiras e Corinthians, de planos melhores e mais numerosos.
Decisões do departamento de marketing poderiam ajudar. As manifestações das torcidas têm atrapalhado.
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