Essa postagem é bem longa e expressa minha visão sobre o SPFC desde o ano de 2004
Essa postagem é bem longa e expressa minha visão sobre o SPFC desde o ano de 2004 até o presente momento, é claro que analisando as passagens do técnico Muricy Ramalho.
Em 2004 o técnico Cuca montou o time do SPFC e não consegui fazê-lo deslanchar, principalmente após a derrota na libertadores para o Once Caldas. Por volta do mês de setembro, chegou o técnico Leão com a missão de classificar o time para a libertadores de 2005, vinculando seu salário a classificação e aos títulos que o time viesse a ganhar. Classificou o time em 3º lugar no brasileirão de 2004 para a libertadores, disputou o paulista de pontos corridos perdendo apenas um jogo para a Portuguesa no Pacaembu e dava show de futebol aos adversários, campeão paulista de 2005, iniciou sua trajetória na libertadores de maneira arrasadora e entregou o time em abril para o técnico Paulo Autuori nas quartas de final, o qual conduzio sem mudanças sagrando-se campeão da libertadores e depois mundial em 2005. Em janeiro de 2006 assumiu o técnico Muricy o time do São Paulo o qual jogava de maneira leve, rápida e destruidora com 3 pilares a frente, sendo Danilo, Alex Dias e Thiago Ribeiro, os quais não guardavam posição, se revezando entre a esquerda, meio e direita, envolvendo as defesas adversárias de maneira estonteante, massacrando os adversários com placares de 4X0, 5X0, 6X0. Ocorre que então começou a era Muricy com seu estilo de jogo moderno, atual onde a força, a defesa e o futebol de resultados se destacam (desde os primeiros dias dele no SPFC não aprecio sua técnica e maneira de conduzir uma equipe, portanto não sou um crítico de modinha, sempre critiquei seu estilo), com a volta do Aloísio que estava na Ukrânia com problemas de documentação após quase 90 dias, ele de imediato disse que o Aloísio seria titular absoluto um homem de referência na área. Dessa maneira ele desmontou o trio que vinha jogando e o time capengou, primeiro tirou o novato Thiago Ribeiro e o ataque caiu de produção, pois o Aloísio guardava posição dentro da área, sem se movimentar para buscar jogo, e time desandou, depois sacou da equipe o Alex Dias, voltando com o Thiago Ribeiro, mas o time não andava, chegou a tirar o Danilo e deixar o Alex e o Thiago, mas mesmo assim não andou (pelo menos não da maneira como vinha jogando), começou a era de chuveirinhos, defesa forte e os resultados passaram a ser 1X0, 2X0, 1X1, 2X1, 2X2, 0X1, 0X0, 0X2, etc. Fomos tri-campeões brasileiro sim, mas com sofrimento, futebol pragmático (o que na minha humilde opinião eu repudio, não julgo, mas repudio), defesa menos vazada, defesa ultrapassando a artilharia do ataque, etc. Veio a libertadores e o time tremeu na final frente o Inter, do ex técnico Muricy, que respeitou demais o adversário, sem tirar os méritos do Inter. O ano era 2007, taça libertadores da América, semi-final SPFC X FLU, jogo de ida no Morumbi SPFC 1X0 FLU, jogo este que o técnico Renato Gaúcho deu-se por satisfeito de ter perdido apenas de 1 gol de diferença, em entrevista ele se espantou com a incapacidade do GIGANTE SPFC e apostou tudo no jogo no Maracanã. Jogo de volta, um São Paulo assustado, coagido, jogando no contra-ataque, apenas com Adriano na frente e Hugo puxando a bola pela esquerda para segurar o jogo e então numa jogada e pronto, gol de Adriano, perto dos 15 minutos de segundo tempo, SPFC 1X0 FLU, no placar agregado 2X0, o melhor dos mundos, então imediatamente o Muricy, naquele gesto que só ele usa, desesperado chama seu auxiliar e manda preparar o garoto Jean, e na saída de bola o FLU ataca e com Dodô faz 1X1, mesmo assim ele tira o Hugo (melhor jogador naquela partida, cumprido função tática exemplar), coloca o Jean garoto, inexperiente, para fechar o time e após 2 minutos do empata, leva o gol de virada novamente com Dodô, quis fechar o time, quis retrancar, abriu mão de seu ataque, visando sempre o futebol de resultados e num lance de sorte e golpe falta para o SPFC, o caneludo Washington subiu de cabeça no terceiro andar aos 47 do segundo tempo em cobrança de escanteio e aí meu amigo ADEUS VIOLA, o FLU era finalista e nós perdemos o jogo mais ganho do planeta. Após a saída do Muricy que ganhou títulos importantes em outros clubes, sempre na retranca, sempre no sofrimento, quase perdeu o título brasileiro com Flu para o Corinthians, foi ao Japão com o Santos, saindo do Brasil praticamente derrotado, pois o Barcelona o assombrava, enfim, passaram alguns técnicos que não conseguiram mudar o sistema engessado no qual o São Paulo entro, extremamente defensivo, pragmático, burocrático, etc. Perdemos aquela alegria de jogar para a frente, futebol ofensivo, majestoso, etc. Voltou o Muricy, voltou como monstro sagrado por ter evitado o rebaixamento do time, será? O SPFC passou por muitos problemas internos, problemas entre Rogerio Ceni e o técnico Ney Franco, problemas com o diretor de futebol Adalberto Batista, problemas com a chegada do Lucio, problemas estes internos, o elenco rachado, brigas nos vestiários, então cai o Ney Franco e contra tudo e contra todos o presidente traz Paulo Autuori, que não conseguiu resolver absolutamente nada, pois poderia trazer quem quer que fosse, não iria resolver, porque todos queriam o Muricy. Aí ele veio, chegou e, em 4 jogos o São Paulo estava salvo, mas como se o time era o mesmo? Mágica? Esquema revolucionário? Não, nada disso, apenas a boa vontade de todos para com o novo chefe e o time rendeu. Ele teve sim seus méritos, mas não é o herói com o pintam. Hoje vemos um time com padrão de jogo lateral, bola de um lado para o outro e sempre passando pela bola de segurança no Rogerio Ceni, e quando o time é apertado na saída de bola, chutão para frente. Não temos esquema tático, que muda de acordo com o jogo, os jogadores não se esforçam, porque o fariam? Não adianta, o Pato faz um jogo sensacional, faz 3 gols, dá assistências e no jogo seguinte banco, Alan Kardec, goleador em Santos e Palmeiras, está sendo queimado pelo Muricy, joga fora de posição para dar lugar ao Luis Fabiano, reveza a reserva com o Pato, e os dois ficam no banco na vila pois o jogo lá é muito difícil e o São Paulo precisa jogar pelos lados, então o Muricy entra com um garoto jovem da base para cair pelos lados e o garoto joga o tempo todo enfiado pelo meio embolando com o Luis Fabiano. O lateral esquerdo Reinaldo é muito limitado, mas nesse ano vem se esforçando ao máximo, pois percebeu que iria perder seu posto e até quem saber sair do São Paulo, se não se esforçasse, foi titular em quase todos jogos desde que Carlinhos se machucou, começou a jogar melhor e no melhor jogo o Muricy saca ele e o deixa no banco. Qual é a motivação que existe para esses jogadores? Nenhuma. Se esforçam para no melhor ficarem no banco? Hoje o sistema de jogo do SPFC é posse de bola, somos os melhores, mas sem resultados positivos, fomos à vila, tivemos 72% de posse de bola e o melhor em campo foi Rogerio Ceni. O Muricy tem verdadeiro pavor de jogar clássicos, ele modifica o time sempre, com medo de perder, ele fecha o time e é fatal, perdemos. Michel Bastos jogando muito no meio e ele coloca o cara na lateral para que? Lógico para fechar o time, pois jogamos na casa do adversário, o poderosíssimo Corinthians. Nos tornamos velhos fregueses de caderneta do Corinthians. Sofremos para ganhar jogos (quando ganhamos), importantes. Disse a amigos durante a semana que já sabia quem iria ganhar, só não sabia o placar. O Corinthians cada vez que enfrenta o São Paulo, joga para ganhar de qualquer jeito, quer ganhar a qualquer custo, dá o sangue e a vida para isso, perde para o Inhocunhé Futebol clube, mas não perde de jeito nenhum para o SPFC. O Muricy? Teme o todo poderoso Timão como uma criança teme o bicho papão. Arrisco aqui a dizer que se o SPFC chegar ao jogo de volta no Morumbi já classificado, com o Corinthians, não ganha de jeito nenhum, mas se chegar precisando do resultado positivo, talvez ganhe, mas com muito sofrimento. Pode pegar todo time do Barcelona, colocar a camisa do São Paulo e o Muricy no banco, que não ganha do Corinthians de jeito nenhum. O São Paulo de glórias, alegrias, futebol envolvente, dinâmico, alegre, ficou no passado, a realidade MURICY RAMALHO.
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